Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Que surto foi esse? Peguei a sugestão num vídeo do Tik Tok, onde fizeram meme desse livro e olha só, superou todas as expectativas que criei. O enredo conta a história de uma menina, que inventa que se apaixonou por um capitão das Terras Altas para fugir de ser apresentada em uma temporada Londrina, ser cortejada e acabar em um casamento por conveniência. Para convencer ainda mais a família, ela começa a escrever cartas e enviá-las. A mentira vai aumentando e quando ela se vê, precisa dá um fim nisso que foi longe demais – então, ela finge receber a notícia que seu Capitão morreu na guerra, e volta a viver sua vida em luto. Assim fugindo de um casamento por conveniência também. Mas um belo dia, ela recebe a visita de um homem que diz ser o Capitão que recebia suas cartas e aí, meus caros leitores, a confusão começa. O início desse livro é uma sucessão de coincidências incríveis. A menina inventa um cara e ele acaba sendo correlato a alguém que realmente exi...