Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Conheci esse quadrinho ontem (veja só), e acabei de ler os capítulos disponíveis no Tapas hoje. A história, que tá sendo escrita pela autora @mari_santtos tem 19 capítulos publicados na plataforma e a finalização do primeiro arco se dará pelo quadrinho físico lançado na CCXP deste ano (o qual está sendo feito um financiamento coletivo no Catarse). Eu confesso que é uma tortura muito grande não ter mais capítulos sendo publicados (se lerem, vão entender o porquê). Mas venho dizer que vale a pena a leitura. O traço dela é muito lindo e mostra muito bem as reações da protagonista, Dora, e dos outros personagens. A escolha da estética também conversa muito com o clima da ambientação, o mundo fofo rosa da Dora entra levemente em contraste com o preto e lilás da Velma, a Gótica. Nós sabemos que a garota fofa tem algum assunto mal resolvido com góticxs, mas não sabemos o quê até então. Mas isso faz com que ela, sempre carismática, pré-julgue a Velma e piora toda a situa...