Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Fiquei apaixonada nesse romance LGBTQIA+, simplesmente isso. Confesso que, assim que comecei o livro, senti meio morno pra frio e não emplaquei na leitura, via um Alex forçado e que não me conquistava de jeito algum, mas quando Henry chegou com sua profundidade, mudou meu jeito de ver Alex (e mudou Alex também). "Ele se achava imprudente antes, mas agora ele entende: impedir a entrada do amor era a única coisa que o impedia de se entregar completamente a isso, e, agora, já era, ele é um idiota, apaixonado, um puta de um desastre". Esse livro não tem uma passagem de tempo definida. Ele oscila entre dias arrastados e meses que passam depressa, tudo depende de quando Alex e Henry ficam juntos, e sentem necessidade de estar juntos. Além disso, temos uma versatilidade enorme da autora, que além da narrativa da história, temos também e-mails trocados, sms e chat de aplicativo (tipo whatsapp) dos dois personagens protagonistas e demais secundários. E ver a diferença entre os dois ...