Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Amei esse livro! O narrador conversa comigo a cada momento e parece que alguém conta a história para o leitor. "Pouquíssimos adultos conseguiram entender a mente dos jovens, e eu francamente não tenho ambição de ver meu nome entre os desses pioneiros" Apesar de ter não gostado da escolha do título em português (e isso realmente me incomodou), eu amei todos os detalhes desse livro. Foi bem feito. "Estudos já provaram que reflexão e questionamento levam a um processo de tomada de decisão consciente". O livro trás uma aventura incrível num mundo de magia caótica. A evolução da protagonista foi bem perceptiva e maravilhosa. Ela cresce como pessoa e amadurece. A narrativa é fluída e dá uma imersão (algo que eu não sentia faz tempo). "O riso era um bálsamo que tornava mais leves até os momentos mais difíceis."