Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Eu preciso confessar que, apesar desse mangá ser lançado no Brasil pela Panini), eu só fui saber de sua existência em uma notícia essa semana (13/04 - quando escrevi esse texto), quando já foi anunciado o volume 9 no Japão. Eu achei a temática promissora para um shoujo e resolvi ler. E acabei que "maratonei" a leitura em 2 dias, pelo menos os 45 capítulos disponíveis no scan. Eu achei legal a história e o desenvolvimento dos personagens. Consegui me identificar com a Momose, ela é uma fushoji que nem eu e também joga vídeo-game casualmente - mesmo não sendo boa nisso. E o Hirotaka, o par romântico dela, me lembra muito meu namorado, que não sabe gostar de outra coisa além de games. Sim, eu li essa história imaginando nós 2 e foi uma coisa ainda mais hilária, pois é o que realmente já aconteceu um pouco na nossa vida ao longo de 8 anos juntos (sim, gente, eu praticamente sou uma "senhora casada" kkkkkk). Esse mangá me lembrou o quanto eu gostava de ler shou...