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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

(Spoilers) A Evolução de Mara Dyer || Resumo do Livro e Algumas teorias

Enfim, vou tentar fazer o que eu fiz com o primeiro livro.

O livro começa com a Mara internada numa clínica para doentes mentais, depois do que descobrimos que ela simplesmente surtou na delegacia. Ela viu o Jude, ou qualquer que fosse a pessoa que ela achou ser Jude e simplesmente despejou toda as teorias dela ter matado os amigos e mais 2 pessoas na delegacia. E pasmem! Socou  uma enfermeira. Talvez seria o fim da nossa protagonista? Ficar trancafiada numa clínica para doidos varridos e não ter mais história? Não para nossa Mara. Ela consegue enganar a todos e sair do sanatório pra um programa de terapia em grupo por algumas horas no dia.
Agora temos mais mistérios para Mara e o gostosão  da poha  do Noah descobrirem. E fica aquele chove não molha de "Jude tá vivo", "Jude tá morto", vivo-morto, que já pensamos: ah, pronto! Viro a página vai ter zumbi nesse livro também. A loucatrip  era tão surtada que eu não duvidaria realmente aparecer essa teoria no meio do livro.
Mas para a decepção de alguns, não era Zumbi. Era Jude vivissimo. Como? Ainda não sabemos. Mas ele roubou a chave da casa da Mara no dia do surto dela na polícia (sim, ele estava seguindo nossa protagonista). Jude tenta torturar nossa Mara e Noah assiste tudo com seus poderes psíquicos e não pode fazer nada para salvar nossa protagonista. Todos interpretam as torturas como tentativa de suicídio e ela simplesmente vai parar novamente na tour clínica de internação. Sim, passamos toda a encheção de linguica do livro com ela tentando ser uma atriz da Globo convincente mostrando que está melhorando e não precisa ficar presa numa clínica, aí tudo vai por água abaixo.
Enfim, clínica. Estou sozinha, sem Noah. Nós leitoras sofremos sem cenas com o todo perfeito. Oh, não. Oh, sim. Noah está sendo internado na clinica também. Mais cenas do nosso herói sendo herói até chegar no clímax do livro (e sabemos que quando chega no clímax é sinal que o livro tá terminando — porque a mania da autora é  despejar tudo de interessante e progresso da história nas últimas 20 páginas do livro). Descobrimos no final que Jude tá vivo, que a Dr do programa Horizontes sabia de tudo. Todo mundo morre no final, incluindo Noah. Choremos. Tudo culpa do Jude e Kells, vamos nos vingar no último livro, é a promessa da Mara. 
Terminei o livro com mais perguntas que respostas, apesar de o livro ter respondido alguns questionamentos do primeiro livro, esse segundo abre o leque ainda mais de possibilidades e questionamentos. Eu acho incrível como esse livro consegue finalizar ainda com mais mistérios e perguntas que o primeiro da série, é  uma leitura de tirar o fôlego.

As coisas que sabia deste então:

1. Jude realmente estava vivo.
2. As pessoas realmente tem poderes. 

As perguntas:

1. Quem é a menina dodos flashbacks/sonhos da Mara? O que ligava ela a toda essa história? 
2. A Dr. Kells sabia de Jude e está fazendo experimentos. Porque? Qual motivação? 
3. Porque o endereço da Claire era 1281, a gravação também era 1281 e o genoma dos poderes é  1821?
4. Qual realmente é o poder da Mara?
5. Noah Shaw realmente estava morto? 

O livro foi ficando cada vez mais louco d parecia que estávamos surtando com a protagonista, nada parecia fazer sentido e ficávamos duvidando se tudo era realidade ou mais delírio de uma menina perdendo a sanidade. 

Acho que os endereços e as gravações são porque fazem parte do estudo dos poderes que os adolescentes tem. Poderia dizer que o prédio do antigo sanatório ou o endereço onde jogaram Ouija poderia ter sido motivos para desbloquearem os poderes, mas não faria sentido se levassemos isso para os demais adolescentes do Horizontes que também tem poderes. 

Parece que Mara é muito importante para a pesquisa da Dr. Kells — ela parece ter um interesse em especial na Mara. Talvez com um poder mais letal? A mais poderosa? 

O livro termina com Mara presa — de novo, e dessa vez as mortes de Jude realizou podem cair sobre ela. Uma pena, pois sabemos a verdade. E queremos que Mara se vingue por tudo que ela passou por causa de Dr. Kells. Pelo visro até o acidente do sanatório pode ter sido um experimento que deu errado. 

Ainda tem a questão  não respondida da menina indiana dos sonhos de Mara e a boneca de pano. E se a boneca tiver um significado maior? Se a boneca carregar algo da avó dela? É por isso os sonhos. Talvez parte da alma transferida ou vodu? (Lembrando que no livro 1 a Mara é Noah conheceram um sacerdote de vodu que apareceu reconhecer a Mara e  saber o que ela tem). 

Fico me perguntando se o livro pode está  usando os poderes como metáforas para representar as doenças mentais. Faria bastante sentido, ainda mais que a Dr. Kells  tenta traçar parâmetros dos poderes e  os problemas que os adolescentes apresentam em decorrência ao que podem fazer. 

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