Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Vou começar confessando a vocês. Não iria pegar Lazúli para ler como o primeiro livro da parceria com a Invicta. Mas acabou que me confundi no grupo e o peguei. E cá estamos, tendo uma leitura super necessária para mim no momento. Sabe quando falam que não é o que queria, mas sim o que precisava? E eu sinto que Margô chegou para mim neste momento que eu mais precisava. Como falei no post anterior, não consegui não me identificar em alguns pontos com a Margô. O desconforto que ela tem que explanei na postagem do quote (para quem não viu, ela falava sobre está sentindo que não esta aproveitando a vida, apenas de telespectadora em vez de viver de fato). Eu me sinto muito assim, inclusive estou saindo de uma fase assim e tentando pegar o pique que estava antes de tudo desandar... A narrativa entra muito na visão da Margô e não tem como não se identificar pelo menos numa parte dela. E ela me tocou fundo deste desse quote. O livro é grande, tem em torno de 700 páginas e conf...