Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Esse mangá aqueceu muito meu coração, quando estava achando que nenhuma obra ia me tocar tanto. A história é centrada no casal de amigos Saeki e Todah, que tem uma paixão em comum: filmes. E foi assim que se conheceram, quando estavam escolhendo filmes numa loja. E deste então sempre vão ao cinema e decidiram fazer viagens para conhecer o locais que gravaram um filme. Eu fiquei realmente tocada com a história, principalmente depois que o Saeki se declara e Todah acaba pensando muito sobre os sentimentos do amigo até se tocar que também o ama de outro jeito. O mangá tem uma leitura leve e bastante imersiva, e diferente dos outros que a leitura é mais um frenesi de clichês e cenas hot, esse aqui deixa os sentimentos mais amostra, a flor da pele mesmo. Me senti tocada com o amor dos dois e com a história. me emocionei demais. O Saeki foi direto ao ponto em todas as vezes com o Todah, menos num segredo principal que pode abalar a relação deles. E isso me deu bastante...