Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
*Nivel de spoiler moderado* Se você pudesse saber o que se passou nos últimos momentos de alguém, como reagiria? Aonde em outra ficção podemos está tão perto da morte mesmo estando tão vivo? Essa é a premissa do livro escrito por Diego Soares . O livro conta a história do aluno de medicina chamado Erick Leto , que se destaca dos demais por uma espécie de dom, apesar de que muitos (assim como nosso próprio protagonista) o considere uma maldição. Erick simplesmente pode assistir os momentos finais de uma pessoa já morta. Uma espécie de mediunidade, Erick só precisa entrar em contato fisicamente com o corpo do morto (ou seja, tocá-lo) para que possa presenciar seus últimos momentos. Meio mórbido não? De um enredo de tirar o fôlego, Diego nos conduz a história de uma mulher que, antes de dá seu ultimo suspiro em vida, pensa em Erick, mesmo nunca tendo se encontrado pessoalmente. Então, quando Erick se depara a essa duvida: da onde essa garota o c...