Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
*Nivel de spoiler moderado*
Se você pudesse saber o que se passou nos últimos momentos
de alguém, como reagiria?
Aonde em outra ficção podemos está tão perto da morte mesmo
estando tão vivo? Essa é a premissa do livro escrito por Diego Soares.
O livro conta a história do aluno de medicina chamado Erick Leto, que se destaca dos demais
por uma espécie de dom, apesar de que muitos (assim como nosso próprio protagonista)
o considere uma maldição.
Erick simplesmente
pode assistir os momentos finais de uma pessoa já morta. Uma espécie de
mediunidade, Erick só precisa entrar
em contato fisicamente com o corpo do morto (ou seja, tocá-lo) para que possa
presenciar seus últimos momentos. Meio mórbido não?
De um enredo de tirar o fôlego, Diego nos conduz a história de uma mulher que, antes de dá seu
ultimo suspiro em vida, pensa em Erick,
mesmo nunca tendo se encontrado pessoalmente. Então, quando Erick se depara a essa duvida: da onde
essa garota o conhecia, ele entra numa jornada para saber mais sobre a pessoa
que ela era em vida e descobrir mais sobre seu dom.
O livro tem uma leitura rápida e envolvente, o que faz você
devorar cada pagina e chorar para que o livro não termine logo. Curioso é o
fato de uma ficção trabalhar tão bem esse lado perto da morte, uma premissa
repudiada por muitos que tem medo de saber seu momento final. Erick Leto é influenciado por esse medo,
onde pode reviver como se estivesse na pele do morto, os momentos finais da
vida do falecido. E como trabalhar o psicológico para não ser afetado? E o que
fazer quando um morto pensa em você em seu ultimo momento com vida e vocês
nunca se viram? Erick então acha que,
para descansar em paz, deve-se agarrar nessa garota com unha e dentes e
investigar melhor sua vida e descobrir onde se conheceram. Algo que você só vai
descobrir lendo o livro.
Envolvente, encantador e místico, E no seu fim eu comecei
é um livro recomendado para qualquer pessoa, para quem quiser se questionar
sobre um tema que nos rodeia deste do nosso nascimento. Afinal, para morrer, só
é preciso está vivo, não? E quando a morte não é apenas uma fase, mas sua
parceira na vida? A morte anda lado a lado com Erick, revelando segredos e
acontecimentos que só ele poderá ver...


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