Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Preciso urgentemente falar dessa outra obra do Lobo Limão. Paf Paf é uma obra interessante. Segue a mesma linha do Maki , porém é uma coletânea de pequenas histórias e não uma história única com diferentes pontos de vista. Aqui nesse quadrinho cada autor ficou com uma história a ser desenvolvida e no final deu origem ao Paf Paf . O que me chamou mais atenção é a diversidade de traços e estilos do volume. Por ter várias pessoas trabalhando na liberdade de suas páginas, a coletânea não virou um simples quadrinho mas sim uma obra de arte também. As histórias são curtas e rápidas. São 11 no total e cada um tem um traço diferente. Algumas mais detalhadas, outras parecendo um traço mais rápido, mesmo assim não foi feito correndo e teve atenção. A variação de estilo é o que mais me chamou atenção. Particularmente, a história que eu mais gostei foi o "O Pedágio Final" , com a morte. Mistura um pouco de amor e crítica. Falo isso, pois apesar de todo o contexto cômico da...