Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
*Livro cedido pela Editora D' Plácido Acho que estamos na semana de livros onde há algum aspecto que nunca vi em outro livro que li. E olha que todos esses que me surpreenderam foram nacionais, não que o que eu tenha falado foi algum preconceito meu por parte de nacional, mas é que ainda se escuta muita gente que não lê ou não gosta de nacional por não terem narrativas interessantes ou serem mal escritos. Tolo é o que pensa desse jeito porque não paro de me surpreender com os autores brasileiros. Livro De Olhos Fechados, de Livínia Rocha Foto do Acervo Pessoal Dessa vez o livro é de uma autora chamada Lavínia Rocha , e seu livro tem o titulo de De Olhos Fechados . O cenário da história é a sua cidade natal: Belo Horizonte. O titulo já desperta o autor para o ponto chave da história: a nossa protagonista é cega. Acho que nunca havia lido um livro onde o protagonista teria alguma deficiência, ainda mais a da visão, que é algo visto pela sociedade como algo muito ...