Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
O que falar desse segundo livro da trilogia Mara Dyer? Vocês viram o quanto estou empolgada por essa trilogia, era o empurrão que faltava para eu sair do topor que estava. Passei de 2016 até 2019 sem ler quase nada, e postar aqui no blog, piora ainda mais, e então ter um livro desse que empolga em criar teorias, escrever sobre ele era o que eu precisava para aflorar aquilo que a muito estava adormecido dentro de mim.
Para quem não está acompanhando, vou deixar aqui uma lista de coisas que já falei dessa série de livros:
● Resenha de A Desconstrução de Mara Dyer
● Resumo e Teorias de A Desconstrução de Mara Dyer (com spoiler)
● Diário de Leitor de A Evolução de Mara Dyer
E agora que terminei esse segundo livro, vou emendar a leitura do terceiro, mas antes de fazer isso, decidi logo escrever essa resenha, pois necessitava não macular esse texto com as primeiras impressões do terceiro livro.
Antes de tudo esse livro trás mais mistérios que o primeiro. Quando você pensa que não poderia piorar, ele pode piorar. Eu ainda acredito veemente que esse livro recria um grande surto psicótico no leitor. De acordo com meu amigo Chris, esse livro é um grande livro de magia que enlouquece seu usuário, precisando de um clérigo benzer 115 vezes para a maldição da loucura parar de surtir efeito — sim, ele também é super viciado em RPG.
Mas antes de suspense e sobrenatural, esse livro é um romance também. E mesmo que tenha a versão sombria de um romance adolescente "Você o amará até a ruína ". Noah e Mara conseguem ser aquele casal de tirar o fôlego. Talvez eu já esteja ficando louca com eles e romantizando uma relação autodestrutiva? Talvez.
"Se eu fosse viver mil anos, pertenceria a você durante todos eles. Se fôssemos viver mil vidas, iria querer torná-la minha em todas elas".
Esse segundo livro é um surto maior que o primeiro, mas mesmo assim amarra bem a história. Além do romance assustadoramente devoto dos dois (Noah e Mara), o livro também trás respostas de pontos que ficaram em aberto no primeiro volume da série e também tenta aprofundar mais em Noah Shaw, que vimos como alguém tão perfeito e imaculado no primeiro volume. Vimos também um pouquinho dos pensamentos dele, o que me deixa cheia de expectativas para ver o livro que ele narraria.
"Aquele era o garoto que eu amava. Um pouco bagunçado. Um pouco quebrado. Um lindo desastre. Exatamente como eu."
Então é isso, até o final da Leitura dessa série (são três livros da Mara Dyer e por enquanto 1 de Noah Shaw), eu vou está ligando para a terapia — a grande ironia dessa trilogia sobre uma menina perdendo a sanidade.


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