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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Resenha || Vida e Morte

Nunca imaginei que aos meus 25 anos estaria relendo Crepúsculo. É algo que fez parte da minha adolescência, e lembro de ter lido toda saga para tentar me enturmar com as meninas da escola — eu não tinha muitos amigos na época, e se tinha como me enturmar lendo livros, eu faria com certeza.


E se livro faz uma troca de gênero de Bela e Edward. E eu poderia ter vindo aqui falar e fazer comparações com Crepúsculo, mas devo confessar que quase não me lembro da leitura, e minhas lembranças da saga também está muito manchadas pelos filmes. 

A história começa igual na narração,  porém dessa vez com o Beau, um rapaz humano. É bem estranho ver essa narrativa igual, só mostrando algumas palavras em um gênero diferente. Mas posso dizer que a leitura fluiu melhor que em Crepúsculo, eu nunca conseguia me conformar em um relacionamento da Bela e Edward. Achava muito forçado, ambos, mas principalmente a Bela com sua auto depreciação e a necessidade de sempre ser salva.  E não era normal ficar com um cara melodramático que toda hora falando que quer te matar e você cair de amores por ele.
"Sou essencialmente uma criatura egoísta. Desejo demais sua companhia para fazer o que deveria"
Em todo caso, sei que parece muita problematização da minha parte, mas realmente o relacionamento dos 2 nunca foi fácil de engolir. Mesmo assim, como adolescente de muito tempo livre (E querendo amigos), eu li os 4 livros da saga. E o spin off A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, esse pequeno livro foi muito melhor que a saga.

Achei Beau e Edythe um casal bem mais melhorado e com mais química. Não lembro do Edward ser tão ácido e sarcástico como a Edythe é, nem lembro dela sorrir e ser tão carismática. A autora consegue mostrar o quanto seria perigoso um humano namorar uma vampira sem uma grande melodramaticidade que se tinha no primeiro Crepúsculo. Claro que os principais pontos de Crepúsculo ainda estão ali, mas sei lá, para mim ainda foi mais aceitável ter tido um casal como em Vida e Morte do que o casal original. 

Sim, me incomoda demais ver como Bela parecia se anular por causa de Edward, para não perdê-lo. E como ele quer decidir a vida dela e como ele é depressivo mesmo sendo uma criatura formidável. Essas autodepreciações não conseguem ser palatáveis pra mim. 
"Estou achando que a humanidade é valorizada demais"
O final também mudou, o que eu, particularmente, gostei mais. Pareceu que esse era o final mais certo pra Crepúsculo, mesmo que tendo suas partes um pouco mais tristes. Parece que esse final, se tivesse sido para a Bela, teria evitado mais sofrimento e tentativas de matá-la. Seria mais prático e menos sofrível para ela, mas aí não renderia 4 livros e dinheiro pra autora, né? Enfim, adorei esse livro mais que gostei de Crepúsculo. E isso foi aquecimento para Sol da Meia Noite, espero que logo seja lançado em português. 

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