Eu sei, eu sei. Serei massacrada com esse texto. Mas preciso falar e até desabafar. Tenho esse blog há 14 anos, comecei em 2012, onde tudo era mato, não existia inscrições de parceria anuais com editoras, autor nacional nem era tão disseminado assim, quase não existia publicação independente de largo alcance nacional e nem Amazon tinha no Brasil vendendo ebook. Sim, tudo mato a ser desbravado. E nessa época, onde as coisas começavam a engatinhar, editoras mandavam livros pontuais a alguns blogs e criadores de conteúdo publicar textos sobre o livro. Como faziam com jornalistas também. Não existia criação para redes sociais, nem o Instagram existia e YouTube era só um repositório de vídeos comuns – sem a grandeza de produções de conteúdo como hoje. E também tinha os autores nacionais começando a despertar para divulgações nacionais. Entravam em contato com blogs que gostavam, que poderia ter afinidade com o gênero do livro e enviava o mesmo para o criador ler e fal...
Fiquei apaixonada nesse romance LGBTQIA+, simplesmente isso. Confesso que, assim que comecei o livro, senti meio morno pra frio e não emplaquei na leitura, via um Alex forçado e que não me conquistava de jeito algum, mas quando Henry chegou com sua profundidade, mudou meu jeito de ver Alex (e mudou Alex também). "Ele se achava imprudente antes, mas agora ele entende: impedir a entrada do amor era a única coisa que o impedia de se entregar completamente a isso, e, agora, já era, ele é um idiota, apaixonado, um puta de um desastre". Esse livro não tem uma passagem de tempo definida. Ele oscila entre dias arrastados e meses que passam depressa, tudo depende de quando Alex e Henry ficam juntos, e sentem necessidade de estar juntos. Além disso, temos uma versatilidade enorme da autora, que além da narrativa da história, temos também e-mails trocados, sms e chat de aplicativo (tipo whatsapp) dos dois personagens protagonistas e demais secundários. E ver a diferença entre os dois ...