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[Resenha] Turma da Mônica Jovem #73 - Caçadores de Andróides

É, de longe, uma das histórias mais tocantes da TMJ. Céus, como eu chorei e fiquei melancólica no final desse volume. Ainda mais porque juntou o fato em que eu tinha acabado de ler a noticia que o mestre Mauricio de Sousa estaria em São Luis, para a feira do livro (agora em outubro/novembro).
É muito especial para mim conhecê-lo, já que ele foi minha infância.

Mas voltando para essa edição.

Acontece que Cebola é intimado a capturar a androide Brisa. Para quem não se lembra, em uma das edições passadas (exatamente a edição #32, que infelizmente não há resenha no Um Sofá), os robôs G-nius foram criados para auxilio e companhia ao homem. Porem surgiu a Brisa, a primeira G-nius a criar uma consciência independente da sua programação.

Todo esse tempo passou e agora ela voltou como ameaça a humanidade, pelo menos é o que tentam contar a Cebola para convencê-lo que sua ajuda será necessária para a missão.

O enredo, claro, lembra muito um anime (que até já resenhei aqui no blog, especialmente para falar posteriormente dessa edição da TMJ) chamado Chobits, o que deve influenciar ainda mais na minha ligação pessoal com o enredo, já que esse anime é um dos meus favoritos. Não digo plágio, afinal, japonês gosta de inventar enredo com robôs humanóides que servem a humanidade (pode ser visto também em Saber Marionette J, lançado pela Editora JBC).

Acontece que aqui, depois de algum tempo deste do sumiço de Brisa no final da edição #32 da TMJ, o Cebola é contactado para capturar sua robô amiga, pois ela parece ser uma grande ameaça a humanidade. Temendo que algo aconteça a sua amiga e querendo impressionar a sua parceira nessa tarefa (que nada mais é que a Mônica), ele aceita ir em busca de Brisa.

Acontece que nem tudo parece ser o que estão contando para o Cebola (e mesmo no desenrolar de toda a história ainda fica as duvidas para os personagens e também para os leitores). Não tenho nenhuma vontade de estragar a leitura de vocês, então não vou falar nada muito aprofundado sobre o enredo, deixando mais uma dica do que uma avaliação detalhada do volume para vocês.

O final tem emoções, que posso dizer, fortes, para quem se envolver com a história (e duvido que não se envolva). E deixa espaço para mais um retorno da andróide Brisa futuramente.

E, creio eu, que ninguém viu minhas criticas ao voluma #72 de TMJ, um volume chamado “Meu Ídolo” que, para mim, não deveria ter existido. A única explicação dele ter sido lançado é que precisava-se ter uma história no mês. Então Caçadores de Andróides, na minha opinião tinha o dever de consertar o enredo fraco da sua anterior (na qual só comprei para não desfalcar a coleção, já que a história fraca com bilhete premiado que nem para a Fabrica de Chocolate serviria).

A história é boa, emocionante e de desfecho um tanto intrigante. Vale a pena a leitura. E para quem leu, com toda certeza ficou com a vontade de ter mais Brisa futuramente.


Mas esse não é o final, é apenas o começo para essa G-nius. 

Comentários

  1. Voto para Brisa como personagem recorrente. Melhor q essa organização secreta, que não me pareceu interessante nem na primeira aparição.

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    Respostas
    1. Crestomanci, a Brisa nem se compara a muitos personagens recorrentes dos quadrinhos.
      Ela é super legal ><
      Espero que essa organização seja melhor trabalhada em um futuro próxima (e que não os mande para o limbo como mandaram as 4 dimensões mágicas, que nunca mais aproveitaram o universo fantástico do estilo RPG nesses mais de 2 anos de Turma da Mônica, mas ainda tenho a esperança de que isso aconteça e eles voltem a ter a consciência de que tão perdendo um bom enredo ai).

      Beijinhos =*
      Volte Sempre!

      Excluir
  2. VOTO EM BRISA EU ATÉ INVENTEI UMA G-NIUS

    ResponderExcluir

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