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Primeiras Impressões|| A•Dorável

Conheci esse quadrinho ontem (veja só), e acabei de ler os capítulos disponíveis no Tapas hoje. A história, que tá sendo escrita pela autora @mari_santtos tem 19 capítulos publicados na plataforma e a finalização do primeiro arco se dará pelo quadrinho físico lançado na CCXP deste ano (o qual está sendo feito um financiamento coletivo no Catarse).  Eu confesso que é uma tortura muito grande não ter mais capítulos sendo publicados (se lerem, vão entender o porquê). Mas venho dizer que vale a pena a leitura. O traço dela é muito lindo e mostra muito bem as reações da protagonista, Dora, e dos outros personagens. A escolha da estética também conversa muito com o clima da ambientação, o mundo fofo rosa da Dora entra levemente em contraste com o preto e lilás da Velma, a Gótica.  Nós sabemos que a garota fofa tem algum assunto mal resolvido com góticxs, mas não sabemos o quê até então. Mas isso faz com que ela, sempre carismática, pré-julgue a Velma e piora toda a situa...

[Resenha] TMJ : Veneno Virtual – Ed. 57


Vocês sabem que minha paixão nacional é a Turma da Mônica Jovem (em termos de quadrinhos nacionais). Eu sou louca mesmo por Turma da Mônica deste de pequena, então era de se esperar. Mas nos últimos meses tenho me decepcionado cada vez mais com a TMJ em si. O traço em “estilo mangá” evoluiu muito deste do primeiro volume até atualmente, porem, as histórias tem ficado cada vez mais sócio-educativas. Eu acreditava que a revista seguiria a linha épica e imaginaria que sua primeira saga (4 dimensões mágicas) sugeria a principio.
A edição atual (que pode ser encontrada nas bancas) é, mais uma vez, edição completa. Parece que Mauricio não quer mais apostar em edições seriadas, muito menos em edições de aventuras épicas, o que realmente é lamentável porque o que chamou a minha atenção (e acredito de muitos) foi esse lado aventureiro bem sonhador que tínhamos nas primeiras edições.

A edição atual tem o nome de Veneno Mortal e sua história frisa sobre um assunto que sempre vem à tona na mídia (pelo mínimo uma vez no mês você escuta sobre isso no jornal nacional) que é o bullying cibernético. Como disse logo no primeiro parágrafo, a revista virou algo bem educativo, abusando de moral e ética. É louvável utilizar ferramentas desse tipo para educar e informar crianças e adolescentes, mas utilizar uma linha própria para isso. Por exemplo, tem uma revistinha no mercado, da própria Mauricio de Sousa Produções, que ensina crianças a ler em outras línguas (espanhol e inglês).  Mas uma propaganda enganosa como a que foi feita e mudar totalmente a vertente colocando histórias do dia-a-dia com moral eu já não deixo. Porque não criar uma linha secundária? Eu coleciono ainda com esperança de um dia voltar a ter histórias épicas e empolgantes como as primeiras edições.

Mas vamos à história do volume 57. A história e a bagunça começam com um blog que divulga fotos comprometedoras (ou não!) dos moradores do bairro do Limoeiro, ainda mais o povo diretamente ligado a turma de nossos conhecidíssimos Cebola, Magali, Mônica e Cascão.  O primeiro a ser atacado (e contando que seja Turma da Mônica, já é clichê!) é o Xaveco, que literalmente, é bem esquecido na turma e só aparece para ser, claramente, motivo de chacota (zuação, gracinhas, interpretem como quiser, mas ele é sempre avacalhado, tadinho!). Estão na aula de informática, quando uma foto bem “comprometedora” de Xaveco é exposta para todos da sala, via um blog chamado “O Castelo do Troll”. O próprio nome rende páginas sobre a explicação do nome troll. Isso que é tornar a revista bem educativa.

Cada volume que avança, eles desenterram um personagem antigo, mas o engraçado é que, ultimamente, cada personagem antigo que está sendo desenterrado, está sendo o “vilão” da história que o faz resurgir. A figurinha da vez é Fabinho Boa Pinta.

Para finalizar (porque não quero mais ficar falando da sócio-educativa revistinha da TMJ), eu estou ficando cada vez mais impressionada como a Mônica e até o Cebola conseguem ser mais lerdo a cada caso a ser “solucionado”. Serio, agora até o Tony tem que ficar ajudando na situação. E esse também era o enredo perfeito para colocar o DC junto com a Mônica quando Cebola abandona ela, afinal, da metade da revista até o final, de mangá japonês virou novela mexicana mesmo.

Saudades da época que a turminha em estilo mangá prometia enredos típicos de um mangá oriental. Depois reclamam que o publico está trocando quadrinhos nacionais por originais em japonês. 

PS: Só de brinde, deixo alguns erros na capa que foram detectados por um outro leitor. Cada vez mais essas diagramações das capas da Turma da Mônica estão ficando boas. 


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