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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] TMJ : Veneno Virtual – Ed. 57


Vocês sabem que minha paixão nacional é a Turma da Mônica Jovem (em termos de quadrinhos nacionais). Eu sou louca mesmo por Turma da Mônica deste de pequena, então era de se esperar. Mas nos últimos meses tenho me decepcionado cada vez mais com a TMJ em si. O traço em “estilo mangá” evoluiu muito deste do primeiro volume até atualmente, porem, as histórias tem ficado cada vez mais sócio-educativas. Eu acreditava que a revista seguiria a linha épica e imaginaria que sua primeira saga (4 dimensões mágicas) sugeria a principio.
A edição atual (que pode ser encontrada nas bancas) é, mais uma vez, edição completa. Parece que Mauricio não quer mais apostar em edições seriadas, muito menos em edições de aventuras épicas, o que realmente é lamentável porque o que chamou a minha atenção (e acredito de muitos) foi esse lado aventureiro bem sonhador que tínhamos nas primeiras edições.

A edição atual tem o nome de Veneno Mortal e sua história frisa sobre um assunto que sempre vem à tona na mídia (pelo mínimo uma vez no mês você escuta sobre isso no jornal nacional) que é o bullying cibernético. Como disse logo no primeiro parágrafo, a revista virou algo bem educativo, abusando de moral e ética. É louvável utilizar ferramentas desse tipo para educar e informar crianças e adolescentes, mas utilizar uma linha própria para isso. Por exemplo, tem uma revistinha no mercado, da própria Mauricio de Sousa Produções, que ensina crianças a ler em outras línguas (espanhol e inglês).  Mas uma propaganda enganosa como a que foi feita e mudar totalmente a vertente colocando histórias do dia-a-dia com moral eu já não deixo. Porque não criar uma linha secundária? Eu coleciono ainda com esperança de um dia voltar a ter histórias épicas e empolgantes como as primeiras edições.

Mas vamos à história do volume 57. A história e a bagunça começam com um blog que divulga fotos comprometedoras (ou não!) dos moradores do bairro do Limoeiro, ainda mais o povo diretamente ligado a turma de nossos conhecidíssimos Cebola, Magali, Mônica e Cascão.  O primeiro a ser atacado (e contando que seja Turma da Mônica, já é clichê!) é o Xaveco, que literalmente, é bem esquecido na turma e só aparece para ser, claramente, motivo de chacota (zuação, gracinhas, interpretem como quiser, mas ele é sempre avacalhado, tadinho!). Estão na aula de informática, quando uma foto bem “comprometedora” de Xaveco é exposta para todos da sala, via um blog chamado “O Castelo do Troll”. O próprio nome rende páginas sobre a explicação do nome troll. Isso que é tornar a revista bem educativa.

Cada volume que avança, eles desenterram um personagem antigo, mas o engraçado é que, ultimamente, cada personagem antigo que está sendo desenterrado, está sendo o “vilão” da história que o faz resurgir. A figurinha da vez é Fabinho Boa Pinta.

Para finalizar (porque não quero mais ficar falando da sócio-educativa revistinha da TMJ), eu estou ficando cada vez mais impressionada como a Mônica e até o Cebola conseguem ser mais lerdo a cada caso a ser “solucionado”. Serio, agora até o Tony tem que ficar ajudando na situação. E esse também era o enredo perfeito para colocar o DC junto com a Mônica quando Cebola abandona ela, afinal, da metade da revista até o final, de mangá japonês virou novela mexicana mesmo.

Saudades da época que a turminha em estilo mangá prometia enredos típicos de um mangá oriental. Depois reclamam que o publico está trocando quadrinhos nacionais por originais em japonês. 

PS: Só de brinde, deixo alguns erros na capa que foram detectados por um outro leitor. Cada vez mais essas diagramações das capas da Turma da Mônica estão ficando boas. 


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