Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Falo logo que o mangá trata de salto temporal! O protagonista Takemichi acaba adquirindo o poder de voltar 12 anos no passado quando cai nos trilhos de um metrô e quase morre. E com isso, ele começa uma corrida para saltar a Hina, sua primeira e unica namorada do ensino fundamental que morre no presente por causa de uma gangue, a Tokyo Manjikai.
Comecei dizendo que trata-se de um mangá construido em cima da habilidade do protagonista em fazer Saltos Temporais, pois recentemente surgiu uma onda, principalmente em webtoons e manhwas, que são de personagens que morrem e reencarnam em algum lugar ou voltam no passado para mudar seu destino. Porém, Tokyo Revengers foi lançado em 2017 e trás muito mais profundidade do que isso.
O protagonista simplesmente quer mudar seu passado para salvar a primeira namorada que acaba se envolvendo numa das brigas da gangue com a polícia e morre. Assim, como o irmão mais novo que ela (chamado Naoto) — que é salvo no inicio do mangá pois ele conta 12 anos atrás sobre o futuro. Naoto acaba sendo a âncora que é gatilho para esses saltos temporais do protagonista.
Além dos saltos temporais, a história também trás muito sobre a realidade de gangues juvenis que aconteciam no Japão, algo que vejo ser comum da realidade (pois vários animes e mangás já abordaram o tema).
Achei demais a proposta do mangá, particularmente, adoro essa ideia de ter elementos fantasiosos em uma história mais centrada a uma realidade — ele trás o codidiano de um jovem entrando na gangue, quanto tem elementos sci-fi como salto temporal. E também observar um protagonista saindo da zona de conforto para salvar alguém e por tabela mudar sua vida, é bem interessante (apesar, claro de ser o caminho da jornada do herói). Mas ele faz por meios não tão heroicos, pelo que dá pra entender, e ver essas mudanças por meio de estrategias (ja que ele nao poderá usar força bruta) é o que deixa a história mais instigante.
Você já tinha escutado sobre Tokyo Revengers? E o que você faria se pudesse dar saltos temporais pro seu passado?
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