Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Escândalo. Polêmicas e uma fome por bola.
Nunca achei que ia gostar tanto de ler sobre futebol (e conhecer um pouco mais sobre o esporte no processo). Aqui temos a história de Edinho Meteoro, um craque no futebol brasileiro, mas que por jogar justamente o símbolo do país, é duramente criticado e deixado a própria sorte quando é arrancado do armário a força.
Edinho é envolvente, e muito carismático (e até inocente na maioria das vezes). Ele é o típico mocinho de novelas. Adoro. Mas no começo, achei meio chato, pois ele era muito duro consigo mesmo. Mas o livro abriu minha mente para a trilha de autodescoberta que Edinho teve. E isso ganhou muitos pontos comigo.
"A dificuldade estava em amar a si mesmo. Ele sempre teve uma leve tendência a olhar para os outros com lentes muito mais suaves do que as que usava para si mesmo."
O livro trás muito sobre autodescoberta e amor próprio, algo que muita gente ainda deixa para segundo plano, algo que devia ser intrinsecamente nosso. Amor próprio é algo que todos deveriam cultivar. Acredito que até para amar o outro, tem que amar primeiro a si mesmo. E Edinho entende isso no decorrer do livro.
Um menino que cresceu com um pai Homofobico, uma sociedade cisheteronormativa que não tolera a diversidade principalmente no futebol, um dos esportes mais machistas do mundo, era muito difícil ele realmente se aceitar e sair das amarras que impusseram a ele (e ele mesmo impôs algumas para ser "aceito").
É triste de se pensar que, em pleno 2024 (ou 2026, quando se passa o livro) a pessoa tem que se reafirmar o que é, se "assumir" para uma sociedade e sofrer com isso. É triste que ainda temos que bater muito nessa tecla. A reflexão que o autor trás por traz desse romance, é de um apelo para que, algo que fora criado para unir o mundo, não seja usado para segregar mais ainda ele. O esporte foi usado por muito tempo para unir nações — e não falamos apenas do futebol. Mas a cada dia, as coisas estão sendo mais radicalizadas, e é triste saber que estamos regredindo em várias coisas como sociedade.
Edinho tem muito a nos ensinar neste livro. E não é apenas sobre romance e futebol, mas é enxergar toda essa diversidade LGBTQIAP+ e a respeitá-los. Esse livro mostra todo o cuidado do autor em nos contextualizar com histórias tanto do esporte mais amado do Brasil, quanto da comunidade queer. É mais que um romance água com açúcar, mas um livro para refletir sobre muitas coisas.
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