Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
"Meu único desejo é que existisse um pacto coletivo de deixar as pessoas apenas serem".
Esse quadrinho não é somente legal de se ler, mas necessário. Helô se abre em várias camadas para servir de rede de apoio para outras mulheres que precisam ouvir (ou ler) várias verdades ali desenhadas e escritas.
Para uma sociedade doente em se encaixar em um padrão para ser aceito, quadrinhos como o da Helô são necessários com um pouco de autoestima e o fod@-se a sociedade. Ela destrincha uma sociedade obcecada por padrão de beleza inalcançável e que desmotiva qualquer um que está fora desse padrão.
"Quando os adultos me diziam que eu era corajosa por ser diferente, eles estavam me falando sobre desafiar regras não ditas".
Helô nos mostra que quando não se é magra, ou depilada, ou até mesmo não ter o cabelo liso do padrão, fica ainda mais difícil se aceitar quando a sociedade diz: não. Você não pode ser assim.
É uma tentativa louca para se encaixar em um padrão que poucos conseguiriam. É torturante e ainda mais escutar de gente que nos é querida que precisamos nos encaixar nesse padrão piora muito a baixa autoestima. Trabalhar na auto aceitação é complicado, ainda mais quando sempre te empurram para o lado contrário. É uma corda bamba que, as vezes, pende para um lado que não queremos.
Ser diferente numa sociedade que dita o que se tem que ser, é quebrar as regras e viver no hardocore. É ter que engolir muitos comentários ruins, que são mascarados como conselhos para nos fazer bem.
Helô se faz necessária para cada mulher que já escutou que precisava fazer um regime para melhorar sua saúde (quando esta saudável), que precisava ser "lisinha" para parecer mais feminina (quando todo mundo ter pelos é normal), que precisava prender o cabelo ruim ou alisá-lo com química (quando tem cachinhos lindíssimos e as vezes só não sabe dá os cuidados certos).
Esse quadrinho não deveria existir, pois esses padrões não deveriam existir. Mas já que existe, que bom que Helô se despiu e o fez, pois está ajudando outras meninas e mulheres a seguir os passos de sua auto aceitação.
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