Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Segundo livro que leio da autora Clara Artemis. Esse é um lançamento da editora Serpentine. Eu simplesmente adoro a escrita da Clara deste do primeiro livro que li dela e nesse livro não foi diferente. Ela me ganhou em mais uma narrativa.
Dessa vez conhecemos Marco e acompanhamos sua vida deste do começo da adolescência até ser um jovem adulto. Ele começa com uma frase que torna impossível não se identificar com ele (risos).
"O único pensamento coerente que me ocorreu foi que agora eu estava muito fodido."
E assim começa o livro e só nessa frase dá pra perceber muito da personalidade forte que temos do protagonista. Ele é irônico e sarcástico, é desafiador, persistente, prático e astuto. Ele não duvida um minuto do que quer, tem foco e não se deixa ser levado... até certo ponto, afinal sempre tem o amor pra transformar até o ser mais racional em um completo imbecil (risos).
Ver a trajetória de Marcos ao longo do tempo o faz ser um dos personagens mais reais que já encontrei em um livro de romance. Ele parece alguém que a gente facilmente poderia trombar na rua e conhecer. É legal ler um livro onde o personagem parece uma pessoa real — entre tantos romances no mercado que mostra personagens perfeitos que seriam padrões inalcançáveis, ter um personagem como Marcos nos faz ter mais empatia e apego.
Simplesmente amei esse livro, foi um livro que também não consegui desgrudar da leitura. Eu não sabia que precisava desse livro até lê-lo. E hoje, depois dessa leitura, é um livro que necessito mais dele. Queria mais páginas. Queria poder esquecer que o li para ter a mesma experiência novamente. E mais... estou com uma saudade enorme do Marcos, como se fosse alguém que perdi quando esse livro acabou.
PS: foi engraçado ver as coisas escalonando num nível. Ver alguém que sempre é cuidadoso e planejado perder o controle total da vida, mostra que realmente não somos perfeitos por mais que tentemos. E que nem sempre tudo sai do jeito que se planeja.
PS2: Eu preciso dizer que quero um amor tão dedicado e fofo como o Bernardo na minha vida.

Comentários
Postar um comentário
Seu comentário é muito importante para o crescimento, amadurecimento e manter a qualidade do blog.
Todos os comentários serão respondidos, então marque as notificações!
Deixe seu link no comentário, terei o prazer de retribuir a visita.
Segui. Segue de volta? Se eu gostar, seguirei com prazer!
Beijinhos da Miaka-chan =*