Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Que livro mais louco que acabei de ler. Acabei de ler o livro e o final explodiu minha mente. 🤯 Queria muito fazer uma outra postagem falando do Livro com spoilers, porque estou precisando (saudades de fórum que podia abrir discussão).
Esse livro começa como um thriller psicológico bem normal, até começar, na reta final do livro, a ter elementos sobrenaturais e terminar com uma explosão de cabeça.
"Noah evitava meus olhos e não dizia nada. A visão das mãos dele cerradas, de repulsa, machucou meu coração e me fez chorar. Patético. Mas, quando comecei, não consegui parar, e na verdade não queria. Os soluços castigaram minha garganta, mas era um tipo bom de dor. Merecida."
Esse livro tem uma ótima narrativa, te prende e te envolve de forma diferente e que a maioria dos livros não consegue fazer. Quero recomendar esse livro para qualquer leitor que deseje uma leitura que não seja nem um pouco previsível. Porém não recomendo para quem pode ser sensível ao assunto. Esse livro foge dos clichês do Livro do gênero para criar uma história louca e psicodélica.
Você fica presa na mente da protagonista, a Mara e não sabe assim como ela, o que é real e o que não é. Você se vê em um surto psicótico sem entender muito o que tá acontecendo igual a protagonista, quer encontrar suas respostas.
Há quem difa que o livro romantiza a escuridão e as sombras que exista no ser humano e eu até queria entrar nesse quesito, mas sinto que eu possa falar besteira sobre esse assunto. Não é de todo romantizado. Mas ele trata sim de uma sombra na alma da protagonista e como ela abraça essa escuridão sem se abalar.
A construção de personagens desse livro deve ser outro elogio pois eles conseguem ser fieis ao seu modus operandi sem questionar ou titubear. Pelo menos nesse primeiro livro isso acontece. Noah, não importando o que Mara faça segue como um cachorrinho fiel ao lado dela. É quase um príncipe encantado e perfeito que não vai questionar nem abandonar sua dama.
Podemos até pensar em Mara Dyer como um conto de fadas torto e sinistro como os originais (antes da Disney). É uma história chocante, bizarra e imprevisível, um surto louco que faz o leitor se questionar o que é real e o que não é.
Você fica presa na mente da protagonista, a Mara e não sabe assim como ela, o que é real e o que não é. Você se vê em um surto psicótico sem entender muito o que tá acontecendo igual a protagonista, quer encontrar suas respostas.
Há quem difa que o livro romantiza a escuridão e as sombras que exista no ser humano e eu até queria entrar nesse quesito, mas sinto que eu possa falar besteira sobre esse assunto. Não é de todo romantizado. Mas ele trata sim de uma sombra na alma da protagonista e como ela abraça essa escuridão sem se abalar.
A construção de personagens desse livro deve ser outro elogio pois eles conseguem ser fieis ao seu modus operandi sem questionar ou titubear. Pelo menos nesse primeiro livro isso acontece. Noah, não importando o que Mara faça segue como um cachorrinho fiel ao lado dela. É quase um príncipe encantado e perfeito que não vai questionar nem abandonar sua dama.
Podemos até pensar em Mara Dyer como um conto de fadas torto e sinistro como os originais (antes da Disney). É uma história chocante, bizarra e imprevisível, um surto louco que faz o leitor se questionar o que é real e o que não é.
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