Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
*Para quem quiser conferir as primeiras
impressões do livro, é só ver o nosso vídeo no canal, e também nessa postagem
disponível aqui.
Queria fazer dessa uma resenha diferente.
Não posso deixar de dizer o quanto fiquei com vontade de
terminar de ler esse livro deste que li o livreto recebido pela Novo Conceito.
Mas também não posso deixar de contar o quanto me decepcionei com o livro.
O livro lembra-me a premissa de um outro livro (que apesar
de eu não tê-lo em minha posse, é um dos meus favoritos deste da adolescência):
Os 13 Porquês.
Os 13 Porquês conta a história de Hannah, uma garota que se
suicidou e que antes de fazer isso, ela deixou gravada várias fitas cassetes
que deixou em um pacote. A missão dessas fitas é chegar nas pessoas mencionadas
em cada gravação, elas terão que escutar a fita que contem seu nome até o fim e
passar adiante o pacote pro próximo citado. Não podem pular a ordem das fitas,
não podem deixar de escutar e de passar as fitas adiante (parece corrente de
orkut/facebook, que se você não repassar pra tantos amigos, sua família vai
morrer). A história do livro é narrada por Clay Jensen, que encontra o misterioso
pacote.
"Aquele
não sou eu, eu vou onde me agradar, eu atravesso paredes, eu flutuo [...] Eu
não estou aqui; isso não está acontecendo. [...] Num momento; eu terei partido.
O momento já passou [...] " (trecho da música - How to Disappear Complelely).
Então, por ter uma playlist deixada para Sam, o protagonista
do livro, pensei que as mesmas músicas teriam algumas mensagens por motivos de
Hayden ter cometido o suicídio. Confesso que escutei algumas das musicas antes
da leitura do livro e agora para escrever essa resenha, prestando atenção aos
poucos nas letras. Isso para encontrar as semelhanças e os trechos que posso
citar nessa resenha. Fiz tudo pelo mesmo motivo de Sam: QUERO ENTENDER.
Quero entender as conexões dessas músicas com os capítulos e
com a história de Hayden. Quero entender esse livro. E acima de tudo, quero
entender que raios essa autora pensou ao escrever esse livro. Porque,
sinceramente, tudo no livro foi desnecessário.
"Eles
dizem que desaparece se você permite que o amor foi feito para ser esquecido
[...] Se você ainda me quer, por favor, me perdoe, porque a faísca não está
mais comigo." (trecho da música - Crown of Love)
Além de Sam e Hayden, temos outra personagem principal:
Astrid. E ela meio que vira essencial para que Sam supere a morte de seu único
amigo morto. Além dessa nova amizade, ele aprende fazer amigos e ver que não é
o único com problemas. E com a Astrid, ele começa a descobrir mais peças para
montar o quebra-cabeça que precisa para entender tudo que aconteceu com Hayden.
"A
única coisa que você fica trocando é seu nome, meu amor segue crescendo".
(trecho da música - Crown of Love)
E um dos motivos que o leva a querer descobrir tudo que ocorreu
antes da fatídica noite que levou Hayden a se suicidar é descobrir a relação do
antigo amigo com essa garota. Mas como nem tudo são flores, e como eu disse que
esse livro era bem forçado depois de um tempo, o suicídio de Hayden acaba
ficando cheio de lacunas que não são preenchidas.
"Você
tem de ser a escolhida. Você tem de ser o caminho. Seu nome é a única palavra
que eu sei dizer." (trecho da música - Crown of Love)
Então, o livro começa a ser forçadamente levado ao final. Eu
queria tirar trecho de todas as 27 músicas citadas nos capítulos e fazer uma
ligação com o livro, porém depois de alguns capítulos, a ligação com a música
começava a ser bem forçada. Parece que ela queria uma ligação bem ao pé da
letra com as músicas e esqueceu de desenvolver mais a história. O final, como
disse anteriormente, é bem estranho e chega a ser frustrante, deixando a
desejar mais porquê, como e muitas respostas. Lacunas ficam abertas seja na
história de Hayden, seja com Sam, Astrid e quem mais seguiu a vida.
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Beijinhos da Miaka-chan =*

Fiquei muito interessado em ler o livro. :) #GabrielCutrim
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