*Eu sei que querem resenhas, mas trago mais um pedaço do capitulo 1, sim, ele não acabou*
Primeira Manhã
Ainda sinto frio. O vento bate em minha pele e me causa arrepios. Estou
sufocando um choro. Depois de esperar até 5h da manhã, virei pro lado e me
concentrei em tentar dormir. Foi algo em vão.
Estou me sentindo mal, cansaço. As olheiras estão fundas e enegrecidas.
Se eu me olhar no espelho, vejo que me tornei um cadáver. Levantei da cama,
troquei o pijama por uma camisa e calça jeans. Vou direto para a porta da casa,
passando direto pela cozinha sem tomar um café da manhã.
Já são quase meio dia, e eu ainda não comi nada. Meu estomago reclama
alto pedindo por algo. Ignoro. Encontro-me agora sentada num banco da praça,
sentindo apenas a brisa na pele (o que me causa arrepios) e observo as pessoas
passarem. Estão cada qual cuidando de suas vidas e seus problemas, seguindo.
Continuo passando mal. Agora veio uma ânsia, mesmo estando com o
estomago vazio. Pego o celular e envio uma mensagem. Você deve imaginar quem
fora o destinatário.
"Pode vim me buscar aqui?" pergunto.
Aqui onde? Recebo como resposta.
"Aqui na praça, aquela perto da sua casa." Eu digo.
Não! Eu vou dormir! Ele diz como resposta. Obrigado, seu grosso.
"Eu estou passando mal! Não dormi, não comi, tô com dor de
cabeça... Você não pode cuidar de mim?" Suplico.
Eu mandei você dormir deste de
22h de ontem. Você me irritou. Eu estava perdendo o controle. Eu te avisei.
Agora, vou dormir. Então é
isso? Eu estou morrendo aqui e você lava as mãos? Tudo bem. Isso só reforça a
idéia de que tudo acabou.
"ok. Eu posso morrer sozinha". Não foi exagero de fato.
Ele não respondeu. Recebo sms de um amigo meu. Pena que ele não mora por
perto. Começo a jogar conversa fora, conto sobre a prova que fiz semana
passada, do meu curso, da vida, dos livros que li. Ele me conta dos jogos novos
que comprou, de que está sem dinheiro, da escola... Era apenas conversa casual.
Um vento, mais um arrepio. Estou tremendo de tantos arrepios. Será que
estou febril? Meus olhos ardem e começo a lagrimejar. Minha cabeça lateja
tanto, que um mínimo de som faz ela explodir. Será que isso é pouco para
convencê-lo de que não estou bem? A ânsia está mais forte.
Tentarei de novo. "Eu to muito mal. Serio"
Você não é a única que está
passando mal. Jura? Diga-me
mais como é passar mal.
"Mas acho que estou pior que você. Sem exagero". Lógico que
não exagerei. Eu estou morrendo nesse banco.
Eu também acho. Que bom. Mas me buscar que é melhor, nada.
"E então?" Pergunto. Ter esperança é uma droga.
Eu já disse que não vou! Esse é o meu herói. Quem quiser adquirir, vendo
no mercado livre, preço a negociar.
Semana passada eu ainda era o bebêzinho dele, hoje que preciso mesmo de
cuidados, ele já acha que sou grande o suficiente pra me cuidar sozinha?
Eu não preciso mesmo dele.
Eu realmente tenho que esquecê-lo. Só não sei como farei isso.
*O capitulo 1 ainda não acabou!!*
Boa tarde. Sou a Pamela, criadora do blog O Diário do Leitor. Como você está participando desde o começo das promoções de 1 ano do blog, vim informar que há uma nova regra no formulário, que é a de seguir o blog pelo GFC. Preencha esta regra e será novamente validadas as entradas, ok? Tudo o que você já fez está salvo, só será necessário seguir o blog. Se você já o fez, desconsidere esta mensagem.
ResponderExcluirObrigada,
Pamela.