Eu sei, eu sei. Serei massacrada com esse texto. Mas preciso falar e até desabafar. Tenho esse blog há 14 anos, comecei em 2012, onde tudo era mato, não existia inscrições de parceria anuais com editoras, autor nacional nem era tão disseminado assim, quase não existia publicação independente de largo alcance nacional e nem Amazon tinha no Brasil vendendo ebook. Sim, tudo mato a ser desbravado. E nessa época, onde as coisas começavam a engatinhar, editoras mandavam livros pontuais a alguns blogs e criadores de conteúdo publicar textos sobre o livro. Como faziam com jornalistas também. Não existia criação para redes sociais, nem o Instagram existia e YouTube era só um repositório de vídeos comuns – sem a grandeza de produções de conteúdo como hoje. E também tinha os autores nacionais começando a despertar para divulgações nacionais. Entravam em contato com blogs que gostavam, que poderia ter afinidade com o gênero do livro e enviava o mesmo para o criador ler e fal...
Então, eu li, Desespero Noturno. Quando fiz as primeiras impressões, pensei que nao teria mais chances a Gustavo. Que tudo havia sido perdido naquela paralisia com sobrenatural — uma leitura dolorosa, aflita e muito densa (tal qual a atmosfera que o livro quer passar pro leitor).
Mas ainda com expectativas em adivinhar o final — nunca ia pensar naquele climax e desfecho. Mas isso não vou comentar, senão estraga a experiência do leitor!
A escrita do Cesar é bem direta ao ponto, mas nao deixa de ser detalhada onde tem que se detalhar. Não é confusa. Ela te guia por toda a atmosfera e vira o norte da tua emoção a medida que vai lendo. Eu simplesmente senti o que o Gustavo sentia na sua aflição, tanto na infância e adolescência, tanto na sua paralisia do sono.
Entendi que as vezes a maldade humana é tão grande que precisamos ter uma explicação sobrenatural pra tudo — apesar, claro, que eu não acredito que outras energias influenciam tanto assim. Quem quer ser mal, é mal por si só. Mas é a crendice de varias religiões, acreditar em outras coisas "sobrenaturais" e o quanto isso estraga relações humanas afetivas.
E mesmo que tais energias existam, não teremos mesmo explicações de como deixam isso nos agarrar e nos guiar em várias das ações.
Estou devaneando, o livro não vem a tratar disso (mas levantou essas reflexões em mim). O livro é curto, 128 páginas, e te prende que você devoraria em 1 dia— tal qual um faminto. E eu recomendo muito imergir nesse suspense.
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