Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Terminei a leitura de "Nem tão inimigos assim", da autora Carol Lemos. E gostei demais do enredo. É um romance leve e gostoso de se ler. Não achei forçado o romance entre os protagonistas, pelo contrário, gosto quando você vê a evolução do sentimento a cada página.
Não diria ser totalmente enemies to lovers, porque, pra mim, ser enemies precisa ter um ódio, uma aversão imensa entre os dois, e eu não senti isso nem nas primeiras páginas. Só vi duas pessoas que se sentiam atraídas se evitando por causa de um terceiro (empata-foda). Sei que a trope está ali para entendermos melhor o contexto do casal, mas eu particularmente esperava algo como ódio mortal vindo deles. Mas logo nas primeiras páginas, sabemos que ambos "não negavam" a atração que sentia dentro de si, só não podiam dar a vazão dos sentimentos pois tinha uma pessoa que simplesmente fazia eles serem inimigos e proibidos um para o outro. E esse é o Vicent, o irmão gêmeo da nossa protagonista Nicole.
E aqui entro num assunto que queria muito debater: Vicent. Queria algo mais redenção para ele, pois via que as atitudes dele eram sem cabimento deste da primeira página. E nossa Nicole sempre passava o pano, até então, pois era seu irmão protetor, a única família que ela realmente conheceu e a apoiou. E aqui eu já deixo logo meu ultimato: não é porque é família, que temos que passar pano para atitudes idiotas, barbaras ou qualquer teor que seja errado, viu? Por isso queria uma quebra de cara do Vicent ainda maior que a que ele levou, sabe, pra ser uma baita redenção. Mas ver sua irmã com o seu "inimigo" pode ter sido um bom começo.
A Nicole é uma menina durona, mas ainda não sabe disso. Não tem muita confiança em seu talento na escrita e no jornalismo, e também em outras áreas da vida. E isso nosso mocinho, Trevis, consegue ajudá-la muito bem. E eu adoro as interações que os dois tem ao longo da história.
Confesso que eu queria mais de Francis, não vou mentir. Esse amigo da Nicole rouba a cena sempre que aparece. É super alto astral e amigo, daqueles que sabemos que sempre iremos contar (até mais que a família). E eu queria, nem que seja um extra dele no futuro. Até para conhecer mais dessa figura louca e amiga.
O livro é rápido de se ler, você consegue se conectar logo na leitura e ela logo flui, muito rápido. É delicioso de ler mesmo. Fazia um tempo que não conseguia me conectar numa leitura assim - estava com uma brava ressaca literária e esse livro me tirou dela. Eu super recomendo para quem gosta de romances leves. Mas há cenas hot, viu? Se não gostar, fica logo o alerta!
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