Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Já pensou em ver o Krampus em outra forma que não fosse o demônio que pune as pessoas más no natal?
Essa é a premissa de "Não seja boa, seja minha", o novo monster romance que li nesse natal. E olha que queria um livro temático para essa época, só não achei que seria um romance paranormal (risos).
Esse não é o primeiro contato que eu tenho com Monster Romance (você disse A Mangueira do Bombeiro?), mas confesso que é o primeiro que me fez olhar para o gênero de verdade, sem ler pelo meme/galhofa que eu me aventurava até então.
Eu realmente me apaixonei pelo Krampus e sua personalidade doce e sem jeito.
A premissa do livro é com a protagonista Nalu, que era uma pessoa boazinha (ou na minha linguagem: trouxa) que sempre tentava agradar a todos e ate sacrificar-se para isso. Até que acontece um incidente no natal que a faz com que ela mude a visão de mundo.
E ela se torna uma "menina má". Particularmente eu me incomodei muito que pensar em o melhor de si antes de tentar agradar tanto os outros era ser mau. Então eu sempre estou na lista do Krampus nesse quesito (ai delícia). Mas é sério, tirando essa interpretação do livro, o romance (e o Hot!) é muito gostoso de se ler.
Eu super recomendo para quem gosta de hot e quer conhecer o gênero de Monster Romance.
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