Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Como sempre a Maitê não me decepciona. Sempre me envolve com livros super emocionantes e com partes de "pega fogo o cabaré", com direito a muito drama e emoção mesmo.
Por um momento, a leitura não estava me fazendo engatar, mas então, quando deu o clique me agarrando, não consegui mais parar de ler – fiz tudo do dia lendo: almocei, jantei, dei banho na minha cachorrinha etc.
O livro quando engata, você fica imerso demais na história e não tem como não se envolver e sentir as emoções que os protagonistas estão sentindo. Maitê não brinca em serviço quando se diz sobre transparecer a emoção em sua escrita.
A homenagem a Delegado, o cavalo que ela teve e fazê-lo um personagem importante ao Pedro e a Aline foi um toque ainda mais bonito na sua escrita. Para quem conhece a autora sabe sua ligação com esses animais, é como conhecer um pouco da Maitê ao ver o amor que ela os trata nesse livro.
Aline e Heitor são complicados por natureza e olha que eles conseguem complicar até o que não deveria ser complicado (risos). E para isso entra uma criança bem madura pra sua idade, o Pedro. Tenho certeza que se Pedro pudesse, tinha dado uns petelecos na cabeça dura de ambos para esquecerem um pouco o ego e orgulho que tinham e que impedia eles a se entregarem a um sentimento tão lindo.
Esse livro fala também sobre o luto, e suas diversas formas de senti-lo. Que não há erro em seguir a vida depois do falecimento de alguém querido. Eles não gostariam de que se parasse no tempo após suas perdas e o nosso melhor jeito de honrá-los é vivendo como podemos de uma forma de não se arrepender de não ter feito algo.
Também falamos de erros e perdão. Não só em pedir perdão para os outros com quem erramos, mas de se perdoar. Conseguir se perdoar as vezes é ainda mais difícil do que perdoar alguém ou pedir perdão, fica aquela amargura de que queria voltar no tempo para consertar.
O livro é forte, pode ter gatilhos para quem não gosta de algo com muito drama ou forte, mas vale a pena ser lido. É um romance bonito. Vale muito a pena. Com certeza estará no meu top 10 melhores de 2022.
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