Dia 19, nosso professor Jacques Alastair organizou um Sarau da Psicologia que juntou as 2 turmas do curso. Apresentamos, de forma criativa, temáticas da cultura com o viés da psicologia. Meu grupo aderiu a ideia de trazer um jogral sobre o livro O Médico e o Monstro, falando da dualidade humana entre Jakyll e Hyde, preto no branco, o bem e o mal, luz e sombra. Os desejos reprimidos do Dr. Jekyll dá origem ao cruel e impiedoso Hyde, uma transformação grotesca e personificação do mal mais pecaminoso da humanidade. Entre indas e vindas de transformações, o Jekyll se vê em uma situação onde não mais controla seu outro eu voluntariamente, deixando a transformação dominar-se em uma catarse prazerosa. Mas precisamos entender que o ser humano não é de extremos, mas um ser mais complexo que duas faces do mesmo eu. Vestimos personas, máscaras para viver em sociedade, sublimando nossos desejos e energia para ser aceitos na moral dessa comunidade. Mas até onde isso é saudável?
Estou apaixonada por esse manwa. Eu sei que é mais um que trás o plot de Viagem no Tempo para construir a história da protagonista, mas esse quadrinho me ganhou pelo carisma, força e inteligência da Enve, e pelo amor incondicional do Mikhaelis. O inicio da história, em que ele sacrifica tudo pela sua amada fez meu coração acelerar de tão fofo que foi - e me deixou tão triste porque a Enve nunca saberá tudo que o Mikhaelis fez por ela! E isso é tão triste... Mas agora temos a possibilidade de conhecer um novo futuro que pode ser menos sangrento e ruinoso.
Eu li os 40 capítulos, que seria praticamente a primeira temporada do mangá e já posso falar o quanto a nossa protagonista se tornou uma princesa de respeito. Ela decidiu mudar o futuro que viveu na primeira vida, então resolveu ser mais ativa politicamente e está mostrando toda sua inteligência para alcançar seus objetivos sem ser totalmente ofensiva em cima dos seus rivais. Eu sempre me surpreendo com os roteiros dessas obras que conseguem fazer boas escolhas para acordos políticos, algo que eu me atrapalharia em fazer conexões, fica de forma bem trabalhado nesses roteiros.
A história vai ficando complexa a cada personagem sendo incluído na trama e eu estou criando muita expectativa para mais capítulos, pois os 40 primeiros me serviu mais como uma introdução do quão bom e complexa pode ficar essa história e essa trajetória para se tornar a princesa regente e evitar o futuro horrível que foi a primeira vida da protagonista. Até agora as coisas estão indo de acordo com o plano da prota, mas as coisas nem sempre acontecem desse jeito e estou até com medo de chegar na parte de que ela terá que contornar as coisas que começarão a dá errado. Mikhaelis é outro que ainda não entende seus sentimentos pela Enve e não se sabe quando ele descobrir seu papel no antigo futuro e seus sentimentos tão profundos pela protagonista aflorar. Ele é um amante que faria tudo pela amada, já provou isso logo nos primeiros capítulos, então, só consigo me empolgar quando ele se der conta dos sentimentos que sente.
A história realmente vale a pena ser lida, se tornou, mesmo em poucos capítulos, a minha preferida (junto com Doctor Elise e Light and Shadow).

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