Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Esse livro é da nova Leitura Coletiva que eu fui convidada pela DEV Comunicação para participar. Estamos na primeira semana de leitura, e já fui simplesmente fisgada por esse livro.
Estamos com 20% de leitura desse livro e estou totalmente surpreendida. Narrador cirúrgico, irônico, crítico e super atual, não tem papas na língua para comentar no seu humor ácido sobre as coisas erradas na atualidade.
Uma heroína bem shounen, maravilhosa, totalmente saída dos mangás e super otaku. Então tem muitas referências a obras, além dela ser bem parecida com o que vemos em geral com os protagonistas de shounen, como sua impulsividade. Porém, ela também não chega a ser ingênua como muitos, ela tem conhecimento, sabe jogar as cartas, dançar conforme a música - o que difere ela de uns 80 a 90% dos demais protagonistas.
O livro tem muitos termos em japonês ou oriundos do mundo Otaku, o que me faz sentir em casa lendo esse livro (risos).
Mas o que realmente me chamou atenção é o posicionamento meio político do autor, ele trás coisas bem pertinentes e críticas bem atuais, principalmente do cenário político atual do Brasil, o que é bom, pois os livros não são apenas entretenimento! E, o autor ganhou meu coração trazendo a tona coisas que eu sempre quis falar e as vezes era podada. Na sua narração crítica e cirúrgica, ele coloca em texto muita coisa que pensa e nos momentos exatos para abordar.
Sem falar, a quebra da quarta parede, o narrador fala muito com o leitor, diretamente, sem papas na língua.
Prevejo que, com apenas 20% eu já escrevi esse texto todo, até ter mais leitura, vou conseguir escrever uma tese desse livro, que já ganhou o título de melhores livros lidos do ano de 2021 na minha eleição!

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