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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Resenha || Primavera 98

Esse mês acabei lendo dois "yuris". Para quem não é otaku raiz, saiba que yuri é como se denomina histórias que abordam romances de 2 mulheres. E eu realmente, apesar de ler muito yaoi por ai, nunca cheguei de fato a sentar e ler coisas relacionadas ao "outro lado da moeda". E esse mês li duas obras que tem como temática o relacionamento lesbico: Laura Dean Vive Terminando Comigo e o lançamento Primavera 98.

E hoje vamos falar de Primavera 98, lançamento da Editora Serpentine, nossa mais nova parceira de 2021. Esse livro mostra um romance lindo entre duas amigas, e o mais legal é que você amadurece com elas e vê os preconceitos e as invalidades que elas sofrem até por pessoas que deveriam ser as pessoas que as fortalecem e as ajudam a passar pelo julgamento dos demais - como os pais. 

Eu gostei muito da escrita, que mostra todas as inseguranças, dúvidas e tudo que as meninas estavam sentindo. Consegui sentir tudo pela escrita, a autora está de parabéns nesse quesito. 

O relacionamento das meninas é apaixonante! Não nasceu de traumas delas, não nasceu por pressão, nada que muitos pensam que fazem as pessoas escolherem amar alguém do mesmo sexo - o que é ridículo e de um preconceito/homofobia tão grande! Nasceu de forma natural, afinal, não escolhemos por quem vamos nos apaixonar e amar, apenas nos apaixonamos. E isso não entra escolha de gênero nem nada, nos apaixonamos por pessoas, e não por sexo. Eu sempre acreditei nisso. E esse livro só reforça o que eu penso. 

Sempre vivemos um grande amor na nossa vida, sabe, independente da sexualidade dele. Sempre temos aquele amor intenso, verdadeiro, de descobertas... E as vezes, ele não dá certo, mas nos edifica naquele tempo e nos faz crescer e amadurecer - e vejo que esse foi o amor da Bru e Gi. Li esse livro em um dia, pois eram apenas 198 páginas, foi apaixonante e a narrativa é fluida. 

PS: Agora pode conter um grande spoiler, mas preciso fazer isso novamente. Eu preciso falar que eu não consigo engolir esse final e fiquei totalmente indignada. Eu realmente não "tankei" esse final, como os gamers falam. Como disse no paragrafo anterior, todos nós temos um amor que foi o grande amor da nossa vida. E as vezes, ele mesmo intenso, verdadeiro, cheio de descobertas, ele também é dramático, difícil, complexo... E as vezes não dá certo. É a vida, mas as vezes isso te deixa quebrado e super em cacos... Te deixa com traumas, te deixa um pouco vazio por um bom tempo e as vezes você se resigna. E eu sinto isso com a Gi, e até com a Bruna, acho que elas se resignaram pelos outros, pela escolha que os outros tinham de vida perfeita pra elas - Principalmente o pai da Bruna tinha para com a filha. E não me sai da cabeça, que mesmo eles podendo se apaixonar depois por outras pessoas, nunca vai ser aquele grande amor... Nunca vai ser o que realmente poderia ter sido a felicidade delas. E isso, me fez pensar um pouco do meu passado. E as coisas que acabei não vivendo por algumas escolhas... 

Enfim, é isso. Eu acho que elas se resignaram e perderam as forças por lutarem pela felicidade. E fica a grande questão do "e se" no final, principalmente pra a Gi, a que narra a história. 

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