Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Sabe aquela regra velada de que o segundo livro de uma trilogia é ruim? Então, aqui não funcionou não. Crispr 2 supera o primeiro livro.
Esse livro me surpreendeu de forma bastante positiva. Eu não tinha gostado tanto do primeiro, e eu tento explicar minha posição nessa resenha do Crispr 1. Sei que para alguns foi um "gostei desgostando", mas tento explicar os pontos que me fez ficar nessa dualidade: se eu gostei ou não gostei mesmo. Senti que não consegui me apegar com a história do casal principal de Crispr 1, não consegui criar a empatia e ficar apegada aos personagens. Sei lá, algo não fez "clique" na minha mente nem no meu coração quando li o primeiro livro da série. Porém, em Crispr 2 foi totalmente diferente.
Somos apresentados a Rigel e Lana, cada um com suas dores e sua vivência e não teve como não me apegar a esse novo casal de protagonistas. Foi como se Crispr 2 fosse um livro totalmente diferente do primeiro - e é, de certa forma. Ele se passa 300 anos depois do acontecimento do primeiro livro e acho que posso dizer que não precisa ter lido completamente o primeiro para entender as pontas desse aqui. As autoras tiveram o trabalho de explicar tudo que você precisa saber essencialmente para a leitura de O Gene do Futuro.
Rigel, é meu grande personagem quebrado. Ele não é bem o vilão mas também não é o herói dessa história. Ele é um personagem quebrado que por muito tempo ficou na escuridão e a mercê do que o assombrava. Lana também acaba sendo outra personagem quebrada - eu acredito que não na mesma dimensão dos cacos de Rigel, mas sim, ela também está quebrada. Mas mesmo que ambos estejam no "mesmo barco", eles encaram isso de modos diferentes em alguns momentos. O que demonstra um grande trabalho em desenvolvimento de personagem pelas autoras, que conseguem deixar transparecer as diferenças de ambos mesmo se tratando dos mesmos assuntos, como a perda e o luto.
PS: Pode haver um pouquinho de spoiler no parágrafo abaixo, mas eu precisava desse espaço para desabafar e falar de algo que eu gostei e foi inesperado pra mim nessa obra.
Uma coisa que eu dou um agradecimento as autoras é não utilizarem da falácia de que só o amor cura. Eu tenho certo "nojo" de livros que apresentam verdadeiros personagens lunáticos, perigosíssimos e que dizem que o amor, que ele se apaixonar, que se encontrarem o par certo vai se curar e tudo vai ficar pra trás. Sei que é lindo essa filosofia, na teoria. Porque isso não acontece de fato - claro que um amor, de família, amigos, um romance forte pode ajudar a pessoa a procurar expiar seus pecados e seus problemas, mas isso só se conquista de fato pagando por eles e também fazendo uma terapia. Eu já estava farta desses romances irreais que diz que até o maior dos assassinos encontra sua redenção apenas no amor de uma donzela inocente. Aqui, as autoras tratam como deveria se tratar realmente esses assuntos. O personagem passa por uma reabilitação a sociedade que realmente funcione.
Comentários
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Amei a Resenha, realmente, amor ajuda, mas não cura e nem muda ninguém. Assim como muitos amores na vida, esse tipo de pensamento é ilusório. Tentamos ser realista quanto ao que se deve fazer de verdade
ResponderExcluirAmamos a resenha de coração!
ResponderExcluirCada livro tem uma abordagem diferente e casais diferentes e com finais as vezes clichê e outras surpreendentes, é gostoso ler as obras das autoras e saber que pode haver varias formas de finais e as vezes e isso nos deixar na expectativa de que "Será que vai ter final feliz? E o que de fato é a felicidade?".
Que bom que gostou da leitura.
Forte abraço, Miaka!