Quis uma experiência de ouvir um audiobook, pois tinha um (pré)conceito sobre esse tipo de mídia , já que me disperso muito rápido quando estou só ouvindo algo (querendo sempre fazer alguma atividade em paralelo, e assim perco o foco no que estou escutando). Mas a experiência foi melhor que eu esperava. Gostei principalmente em poder escutar no carro, quando estou dirigindo. Substituiu ouvir aleatoriedades no rádio. O livro escolhido foi O App do Amor , que estava disponível na minha estante da Skeelo. Vi que era relativamente curto, e um enredo mais leve que conseguiria focar sem esforço, por ser o primeiro audiobook, fiquei com receio de não conseguir. Sobre o livro, o enredo começa com a Melissa , uma estudante de TI, que depois de levar "um perdido" de um cara, que até foi no encontro, mas sumiu logo em seguida. Assim, decide mudar o seu projeto desenvolvido para concorrer ao prêmio de incentivo da faculdade. O app, que anteriormente prometia en...
Está todo mundo falando desse filme, ai me pergunto... será que eu deveria falar dele também? Ser mais uma para falar da mesma coisa?! Ia deixar passar, mas ai desisti e estou aqui escrevendo.
Antes de tudo, esse filme fala de nossas inseguranças. Quando criamos de fato consciência de quem somos, nos perguntamos do porque estamos aqui, qual nosso propósito no mundo e bom, a verdade é que não temos uma grande missão.
Todos, ou quase todos, em algum momento já se sentiu vazio com algo para ter que preencher. E vemos essa metáfora na escola da vida, onde as almas tem que preencher um vazio no peito com algo para ficarem prontas para vim para a terra. A 22, uma das protagonistas, mostra que preencher isso não é apenas achar "aquilo" que você é bom e sim compreender o significado de viver.
O filme nos mostra que temos que aproveitar a vida breve que nos é dada. Que não podemos só passar por ela e sim percebê-la nas mais variadas coisas. O filme mostra que não temos uma missão divina, e isso tira um peso enorme das costas quando se é assimilado. Ficamos mais leves, sem amarras que nos fazem ser cegos para a vida que está acontecendo.
Em todo caso, o filme tem um tom mais adulto e reflexivo que os últimos filmes lançados pelo estúdio.
As metáforas sobre o sentido da vida foi tão sutis mas te fazem pensar. O visual desse filme é "um tiro a parte", tudo colorido e lúdico. As consciências do universo ou simplesmente os Zés serem linhas rabiscadas parecidos como desenho de criança é de uma singularidade. Dá para ver o carinho e cuidado aplicado nesse filme.



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