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Crítica || Soul

 Está todo mundo falando desse filme, ai me pergunto... será que eu deveria falar dele também? Ser mais uma para falar da mesma coisa?! Ia deixar passar, mas ai desisti e estou aqui escrevendo. 


Antes de tudo, esse filme fala de nossas inseguranças. Quando criamos de fato consciência de quem somos, nos perguntamos do porque estamos aqui, qual nosso propósito no mundo e bom, a verdade é que não temos uma grande missão. 

Todos, ou quase todos, em algum momento já se sentiu vazio com algo para ter que preencher. E vemos essa metáfora na escola da vida, onde as almas tem que preencher um vazio no peito com algo para ficarem prontas para vim para a terra.  A 22, uma das protagonistas, mostra que preencher isso não é apenas achar "aquilo" que você é bom e sim compreender o significado de viver. 


O filme nos mostra que temos que aproveitar a vida breve que nos é dada. Que não podemos só passar por ela e sim percebê-la nas mais variadas coisas. O filme mostra que não temos uma missão divina, e isso tira um peso enorme das costas quando se é assimilado. Ficamos mais leves, sem amarras que nos fazem ser cegos para a vida que está acontecendo. 


Em todo caso, o filme tem um tom mais adulto e reflexivo que os últimos filmes lançados pelo estúdio.

As metáforas sobre o sentido da vida foi tão sutis mas te fazem pensar. O visual desse filme é "um tiro a parte", tudo colorido e lúdico. As consciências do universo ou simplesmente os Zés serem linhas rabiscadas parecidos como desenho de criança é de uma singularidade. Dá para ver o carinho e cuidado aplicado nesse filme. 

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