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Crítica || Sapatinho Vermelho e os Sete Anões

Primeiro filme que fui assistir no cinema do ano (assisti dia 03/01). E eu já tinha me interessado em ver esse filme pelo trailer, pois parecia muito divertido. E é. 


Me surpreendeu ser de produção Sul coreana, é um pouquinho difícil animações assim chegarem muito no Brasil (no meu pequeno conhecimento cinematográfico). O cartaz vende dizendo que é dos mesmos criadores de Frozen e Big Hero, mas até agora não achei realmente nada que ligasse os filmes – pesquisei pelo nome do diretor, roteirista, produtores e nada. Acho que foi erro do cartaz ou um click bait pra agarrar mais telespectadores. E olha, nem precisava. Ele é bem divertido. 

Tem muita referência a coisas pop, usaram nomes de personagens da Disney na cara dura também e até a antiguissima piada do 7x1 (2014 feelings). Apesar de algumas dessas coisas me fazerem ri, depois de refletir, me deixaram um pouco incomodada nessa adaptação de roteiro. Me pergunto o que perdemos da essência do original e também se não ficaria muito datado essas piadas... E entro aqui de novo na crítica das péssimas adaptações de dublagem que perdem e muito o contexto de alguma coisa, as vezes eu parto do princípio que a obra não deve ser muito mudada para não perder a essência dela, sabe? 

O filme tem um roteiro com ingredientes originais, como os Sete Destemidos, um grupo de príncipes que salvam princesas em apuros, até que um dia confundiu uma princesa com uma bruxa e foram amaldiçoados. Para quebrar a maldição, só um beijo da princesa mais bela de todas...

Do outro lado da história, temos a adaptação do conto da Branca de Neve, só que em vez de uma donzela magrela, somos apresentados a uma Branca de Neve um pouco acima do peso. Sério, gente, ela era muito fofucha e cheia, não era nada muito desproporcional – mas para os príncipes, principalmente o protagonista Merlin, ela era muito gorda (gordofobia que falam, né?). 


Mas assim, o filme vai trabalhar justamente isso com o famigerado sapatinho vermelho – que transforma quem o usar na pessoa mais bonita de todas. E como a Branca de Neve acaba usando-os, para todos os outros, ela se tornou uma princesa lindíssima (mas na real, só emagreceu, nem mudou muito). Mas acho que esse é o grande cerne da questão. Como é mais fácil ver a beleza no padrão da sociedade, que é alguém alto, magro, delicado etc. 

O filme trabalha justamente sobre a aparência não ser tudo da pessoa. Que o que importa é como as pessoas são por dentro, seu caráter e valor. Mesmo assim, o nosso protagonista precisou ser amaldiçoado e praticamente perder tudo para enxergar que a beleza não é apenas o que se enxerga no exterior de alguém, que isso é relativo. Mas a verdadeira beleza é a interior. 

Apesar de eu ver que pegaram pesado em críticas negativas a esse filme pelo mundo afora, eu achei que a grande questão não foi ver esse filme como algo gordofobico, mas sim como tirar a lição dos personagens nessa transformação de pensamento. Eles aprenderam que aparência não é tudo. 

precisava deixar essa fanart que encontrei no Google para vocês verem. meu ship foi real ❤️❤️❤️❤️

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