Pular para o conteúdo principal

2 Episódios de Holo, Meu Amor || o que estou achando?

Estou amando escrever o que estou achando das séries/animes que estou assistindo. Dessa vez, depois de várias pessoas sempre me sugerindo assistir vários Doramas, eu enfim me rendi a curiosidade de assistir a um. E eu escolhi a sugestão de ver Holo, meu amor que tem disponível na Netflix. 


Estou escrevendo esse texto após terminar de assistir o segundo episódio e estou adorando essa história que está se encaminhando a um triângulo amoroso. E quem não gosta de uma boa trama amorosa? 

Aqui somos apresentados a uma trama com ação e tambem romance, que envolve So-yeon, que acaba recebendo um óculos que contém uma Inteligência Artificial (IA) chamada Holo – que aparece como um holograma que interage com ela. O projeto é tão cobiçado, que temos também uma empresa concorrente que está de olho pra roubar a tecnologia Holo. E aí começa a confusão. 

O Holo acaba tendo que ficar com uma menina chamada So-yeon, que acaba se afeiçoando ao holograma que decide ajudá-la para fazê-la feliz. Por algum motivo, parece que ele se afeiçoou a ela também, mas essa parte é mais suposição minha mesmo. 

Eu achei muito fofo a parte de que Holo quer aprender mais sobre humanos e sentimentos. E isso vem a grande questão de se perguntar se uma Inteligência Artificial poderia aprender a amar... 

Para quem me conhece de postagens mais antigas no blog, sabe que não é de hoje que IA  acabam despertando muito minha curiosidade e eu desando a falar de filmes e livros que abordam esse tema. E não pude deixar de lembrar de um dos últimos livros que li recentemente, da Editora Empoderar, chamado Psique do Amor. 

Nele temos a Lucy, que era uma IA programada para agir como a falecida esposa do seu inventor, porém ela com o tempo, "desperta" da sua programação e quer aprender mais dos sentimentos humanos. E sempre acontece isso com consciências artificiais em filmes, livros, games etc. Parece sempre que alguma hora a IA vai querer compreender algo tão complexo e inexplicável como os sentimentos humanos. 

Eu acredito em algo assim, se um dia conseguirmos ir tão longe na criação de uma IA, ela será despertada para tentar aprender o máximo de coisas, até ser uma consciência complexa de sentimentos, se assemelhando ao um ser humano, como em Chappie, onde um cientista vai além da Inteligência Artificial programada e cria uma Consciência Artificial capaz de aprender como um ser humano.  

Será que Holo pode se apaixonar? Sei que é fácil para nós, mortais, se apaixonar por ele, isso sim (risos). 

PS: eu gostaria de ver um episódio onde o criador de Holo, o Nando, trocasse de lugar com o holograma pra ficar mais próximo da So, porém vejo que essa ideia não faria sentido nemhum e seria complicado se ela quisesse tirar os óculos e ele ainda estiver ali. Sair correndo não parece uma solução eficaz. 

Outra observação foi o fato do criador de Holo ficar espionando o que acontece com o Holo, sendo que ele fica vendo parte da vida da Só com os óculos, sabendo de tudo. Achei muita invasão de privacidade. O que é interessante essa observação, pois é exatamente pra onde estamos caminhando: em um mundo cada vez mais tecnológico estaremos perdendo cada vez mais a liberdade de ter privacidade. Será que vale a pena abrir mão da privacidade para ter mais conforto? Já vivemos em um mundo onde muita coisa já acaba ficando pública, seja por escolha (como as febres da exposição em rede sociais), seja as escondidas (como a venda de nossos dados para diversos serviços). Será que vale a pena perder privacidade para um conforto maior?

Bem, eu acabei falando muito mais do que deveria. Divaguei demais em apenas 2 episódios dessa série coreana. Espero que vocês acompanhem minha saga em assistir doramas (já estou com mais 2 sugestões na lista). E assim que tiver concluído de ver todos os episódios de Holo, eu volto aqui para contar realmente TUDO que eu gostei e não gostei dessa série. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha || Coven

Vigiada por Lucifer; Requisitada pelo demônio;  Nascida e forjada para a vingança!   Esse livro tem tudo que eu gosto em uma fantasia, o que me chamou atenção e curiosidade logo de cara. Tem bruxas, um coven, hospedeiros (que parecem mais como vampiros/demônios). E uma sede de vingança da nossa protagonista.   O livro me prendeu e eu li tudo numa velocidade absurda – ele realmente rendeu uma boa diversão. Fazia um tempinho que não lia algo que me divertisse tanto assim. Porém, senti que o livro ainda precisa de mais um trabalho nele. Como dizer isso?  Quando a gente para para analisar o enredo,  história, vemos que tem pequenos detalhes que fariam uma boa diferença para a experiência ser ainda melhor. Mas nada que impacta tanto na primeira leitura. Temos a Willow como protagonista, alguém que fora forjada para um futuro escrito em vingança — mas que nem sempre sabe o que está fazendo ou traçando um plano, apesar de sempre nos lembrar que deveria...

Abominável || Crítica

Eu não ia nem falar desse filme, porém me deu um estalo quando comecei meu texto sobre a Família Addams (animação, 2019) . E fiquei pensando que esse filme fala sobretudo sobre como as aparências podem enganar.   Começando pelo próprio Yeti que no inicio do filme parece um monstro abominável, raivoso e agressivo e se mostra um filhote amigável e muito gentil. A bióloga é outra que nos surpreende. Na verdade todos os personagens nos surpreende em algum nível sendo que sempre vão derrubar algum pré-conceito que estabelecemos no início do filme.  O filme tem um gráfico lindo e encantador, cheio de paisagens lindas e de tirar o folego. Tudo bem feito que combina com o filme e a jornada do grupo. E antes de tudo essa é uma jornada de auto conhecimento e descoberta, de amadurecimento dos personagens, principalmente da protagonista que precisar superar o luto. 

Resenha || Corenstein

Tirinhas simples do codidiano da autora. Mostra que o humor ta em pequenas coisas e momentos da vida.  Ela, em seu primeiro volume, trás varias tirinhas aitobiograficas mas que falam muito com a gente. São coisas comuns de cotidiano, que acabam causando uma identificação  rápida com o leitor e arranca boas gargalhadas.  Além disso, a obra conta com falas e entrevistas da autora enquanto ela publicava e escolhia as tirinhas. O mais interessante é que ela começou a investir em criar tiras para a internet no inktober, quando vários artistas tiram o mês para desenhar 1 desenho por dia durante o mês de outubro. Achei fenomenal como esse projeto sempre está incentivando e inspirando artistas do mundo inteiro e fazendo criar coisas fantásticas.