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Resenha || Psique do Amor

O que falar desse conto? Lucy é tão cativante.

Sinopse: "O que te faz ser real e eu não?" — Lucy.
Lucy Ackback, presidente da Corporação Crash, desenvolvedora de realidades, faleceu em um terrível acidente de carro no ano de 2030.
O mundo não sentiria sua falta, mas o seu marido, Dr. Noah Ackback, sim!
No ano de 2031, ele criou a consciência artificial, Lucy, e a programou para agir como sua amada. Porém como todo grande cientista, Noah, quis ultrapassar os limites.
Em um experimento, ele uniu o corpo biológico da falecida Ackback a esta consciência artificial.
Durante três anos foi um sucesso, até a nova Lucy despertar da reprogramação mental decidindo tomar suas próprias escolhas e descobrir ao lado de Deniel o amor de Eros!
Como dito na sinopse, a Lucy, protagonista que narra a história, é uma inteligência artificial que foi colocada em um corpo biológico e programada para agir como a falecida Lucy Ackback. E por três anos seguiu como uma maquina sem sentimentos, questionamentos, só seguindo sua programação. Porém, tudo mudou após um pequeno acidente de percurso onde ela cruzou seu destino com Deniel. Desse encontro improvável, Lucy aprendeu a sentir. 

Eu achei tão fofo o quanto e como ela aprende as coisas que vai sentindo, parece a curiosidade sincera que vimos em crianças, sem a máscara do egoísmo adulto. Ela é pura. E isso a faz ser tão fofa que dá vontade de guardar em um potinho. 

O livro é rápido, só 70 páginas de leitura, o que faz ser uma espécie de conto de leitura rápida e direta, sem muitos rodeios. É um romance fofo. Particularmente, eu só me senti um pouco incomodada com a intensidade do romance em poucas páginas. Para mim, que está acostumada em romances que progridem de formas mais lenta, a intensidade e rapidez que evolui o amor de Lucy por Deniel me deixou incomodada. Talvez por ter poucas páginas, a intensidade fica um pouco acelerada, o que causa na mente do leitor mais acostumado em romances com desenvolvimento lento uma sensação estranha, como se algo tivesse faltando ou até mesmo que poderia ser mais aprofundado caso tivesse mais paginas, porém pode agradar fãs de romances com desenrolar mais acelerado. 

Não pude deixar de notar que o livro me lembrou muito O Eterno Barnes, em sua teoria de base, em transferir consciência para um corpo orgânico. Mas em Barnes, o neurocirurgião consegue fazer com que sua mente seja codificada em uma linguagem onde ele poderia transmitir ela para outro cérebro humano. Outra obra que me lembrou muito foi Transcedence, com o Jhonny Deep, que também fala de transferência de mente, mas no caso, fazendo o contrário do que aconteceu em Lucy. Mas se formos falar de obras que abordam o mesmo assunto, acho que chegaríamos a Cheppie, que Lucy me lembra muito. Afinal, Cheppie, em seu filme também aprende como uma crianca, a sentir e interpretar o mundo a sua volta e acaba desenvolvendo sentimentos por sua familia.

Se formos listar todas as obras que falam de inteligência artificial que aprende a sentir, vamos passar o dia todo aqui (risos) — mas se vocês quiserem, posso fazer um artigo sobre obras que se relacionam com esse tema, só pedir nos comentários.

Eu não quero me alongar em explanar Psique do Amor nesse texto, pois qualquer coisa além da sinopse já pode ser considerada um spoiler da obra e o bom dessa história é você perceber como a Lucy evolui em sentir as coisas. Só posso dizer: foram muitas poucas páginas para essa história, pois se quer sempre ver mais a evolução de Lucy. Ela consegue cativar com sua curiosidade e sinceridade. E ela nos ensina a saudade quando termina seu conto. 

Comentários

  1. Olá Miaka, passando para dizer que amamos sua resenha é que ficamos impressionados com ela. De quebra a equipe ganhou varias dicas literárias e cinematográficas. Parabéns pelo excelente trabalho!

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  2. Olá, passando pra agradecer por fazer a resenha com tanto carinho.

    O foco era explicar o amor segundo a filosofia, química e física quântica.

    Era mais pra ter a sensação de estar dentro de um capítulo de Black mirror, porém com final feliz. Por isso essa sensação de que fluiu rápido o romance.

    Haha também não acredito em amores que acontecem rápido, tanto que Psique é a minha excessão.

    Mas... meus pais são a prova de que o amor a primeira vista é possível. Se casaram uma semana depois de se conhecerem. "Amor" assim né... Haha segundo meu próprio livro sabemos como tudo começa químicamente no corpo.

    Obrigada pela resenha. Beijos!

    ResponderExcluir

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