Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Minha primeira impressão com esse livro foi simplesmente que nao era o tipo de leitura que me agradaria. Mas algo na sinopse me fez mudar de ideia e querer dá uma chance a essa leitura. Me perguntei "porque não?" e agradeço por ter me dado essa oportunidade de ler e me aventurar nessa narrativa.
O livro é fácil de leitura, não é cansativa. A história é contada em forma de diário, deixando a leitura fluida e sem muita contextualização de ambientes (o que normalmente deixa a leitura cansativa, aqui não foi um recurso escolhido pelo autor). A narrativa centraliza em dois momentos, um no presente com nosso protagonista, filho de um ex soldado nazista e o passado, na Alemanha, desse soldado nazista, chamado Olaf.
Assim como acontece com o protagonista, a leitura, para mim, foi rápida e voraz. Posso até falar em viseral. Eu não conseguia deixar de ler o livro e tentar descobrir mais do passado do reservado Olaf e tentar entender o que o levou a ser esse pai ausente que o protagonista tanto odeia.
Uma coisa que achei engraçado foi uma correlação que fiz no meio da leitura. Um dos personagens que aparece esporadicamente foi o professor universitário chamado Wilson Keller, e não pude deixar de lembrar do participante do podcast Mundo Freak Confidencial chamado Marcos Keller. É muita coincidência, pois Marcos também é historiador e eles gravaram em 2018 um episodio chamado "O Ocultismo Nazista". Acho valido escutar o episódio em paralelo a leitura do livro, para saber mais sobre o misticismo nazi que realmente existiu na época e algumas especulações e teorias que rondam o tema até hoje.
Algumas partes da leitura me foram agonizantes. O que agradeço me causar asco, aversão, nojo. Pois o Nazismo foi a pior coisa já feita pelo ser humano contra outros seres humanos. E isso não pode se tornar comum ou banal. Não sei se vou me fazer ser entendida, mas já perceberam quando se assiste um jornal ou programa policial e se ver um crime violento e se pensa que é só mais 1? Que é algo comum que não causa mais um choque ou uma reação de nojo/asco? Então, isso é algo que não se pode ter nunca em relação a este tema.
Em todo caso, eu adorei a leitura, e agradeço mais uma vez a oportunidade de ler este livro e sair da minha zona de conforto de ler apenas fantasias e ficção cientifica e me aprofundar em um suspense histórico. Ele me fez olhar com outros olhos vários livros que estavam um pouco empoeirados na minha estante e mudar algumas lista de leitura pros próximos meses.
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