Pular para o conteúdo principal

Crítica || Maria e João — O Conto das Bruxas

Esse filme é uma coisa sem nexo. 

Maria e João são 2 irmãos que saem de casa após a morte do pai pela peste e a mãe surtar e expulsá-los. 


Maria parece ser uma menina forte e poderosa, uma garota que mudaria contra o patriarcado. Mulheres assim eram consideradas bruxas nessa época, perseguidas e mortas. O filme seria bem legal se seguisse mais essa linha de raciocínio. Eles até tentam na real — com a bruxa ensinando a jovem várias coisas como plantas medicinais até xadrez. Mas fica algo muito subjetivo, só numa interpretação das entrelinhas. 

Falando em interpretar as entrelinhas, há aqui uma confusão de informações nesse filme que deixa o telespectador confuso ao montar a história do filme. Eu simplesmente fiquei parte da sessão me perguntando o que eu devia está entendendo com aquela cena e se eu tinha capacidade de entender aquele filme. Divulguei com imaginação longe procurando todo conhecimento e bagagem bibliográfica que eu podia ter para preencher as lacunas do filme. Posso até dizer que me senti um tanto burra em algumas partes confusas até eu perceber que o defeito era o filme é não eu. 

Um ponto positivo desse filme foi o gráfico. Toda estética desse filme é espetacular. Deixa a atmosfera do filme densa e sombria, eles souberam deixar o filme bem palpável. 

Parece que o que eles investiram tanto graficamente no filme, esqueceram no roteiro. 

Parando para pensar, agora que a raiva passou, o filme precisava só de alguns ajustes na narrativa para ficar melhor para o publico. 

Ele não dá muito material para ser classificado como um filme cabeça. Ele tem ótimas referências sobre bruxas, por exemplo, o quão mulheres inteligentes eram vistas como ameaça aos homens, a.bruxa que é a curandeira com ervas medicinais e até o bálsamo que era usados para o "Vôo da Bruxa". Mas só fica até aí — nas provocações da velha para com Maria. 

Há uma história contada no início do filme que funciona como uma fábula e ensina basicamente a desconfiar quando a esmola é grande. E essa história é meio como motiz da Maria (até certo ponto). Já podia ser apenas uma fábula sem conexão com a bruxa que encontraram na floresta, mas o diretor inventa mais coisa para conectar (ou tentar) melhor a história — e acho isso desnecessário. 

Há informações que são desnecessárias para o filme e que depois nem fazem sentido pro resto da narrativa como a menção do povo da floresta que o caçador menciona para as crianças. É algo que acontece só para levar as crianças novamente para a floresta — algo que nem precisava, pois quando saíram fugindo da mãe eles já foram para a Floresta. 

O roteiro realmente não é o forte desse filme é muita coisa deixa a desejar. A fotografia é o único ponto forte e positivo. A narrativa é superficial e nao trás nada a acrescentar ou conectar com o filme. Tinha potencial para der algo a mais se tivesse tido alguém que realmente conhecesse com o contar uma narrativa. 

O final deixa o público com o sentimento que deixa o filme incompleto e fica a sensação desagradável e desconfortável de não ter entendido muita coisa. Lembro que saíram da minha sessão com um silêncio pesado, e bem desanimado. As pessoas devem ter odiado o filme, pois para que ver algo bonito sem uma narrativa para prender sua atenção? 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha || Coven

Vigiada por Lucifer; Requisitada pelo demônio;  Nascida e forjada para a vingança!   Esse livro tem tudo que eu gosto em uma fantasia, o que me chamou atenção e curiosidade logo de cara. Tem bruxas, um coven, hospedeiros (que parecem mais como vampiros/demônios). E uma sede de vingança da nossa protagonista.   O livro me prendeu e eu li tudo numa velocidade absurda – ele realmente rendeu uma boa diversão. Fazia um tempinho que não lia algo que me divertisse tanto assim. Porém, senti que o livro ainda precisa de mais um trabalho nele. Como dizer isso?  Quando a gente para para analisar o enredo,  história, vemos que tem pequenos detalhes que fariam uma boa diferença para a experiência ser ainda melhor. Mas nada que impacta tanto na primeira leitura. Temos a Willow como protagonista, alguém que fora forjada para um futuro escrito em vingança — mas que nem sempre sabe o que está fazendo ou traçando um plano, apesar de sempre nos lembrar que deveria...

Abominável || Crítica

Eu não ia nem falar desse filme, porém me deu um estalo quando comecei meu texto sobre a Família Addams (animação, 2019) . E fiquei pensando que esse filme fala sobretudo sobre como as aparências podem enganar.   Começando pelo próprio Yeti que no inicio do filme parece um monstro abominável, raivoso e agressivo e se mostra um filhote amigável e muito gentil. A bióloga é outra que nos surpreende. Na verdade todos os personagens nos surpreende em algum nível sendo que sempre vão derrubar algum pré-conceito que estabelecemos no início do filme.  O filme tem um gráfico lindo e encantador, cheio de paisagens lindas e de tirar o folego. Tudo bem feito que combina com o filme e a jornada do grupo. E antes de tudo essa é uma jornada de auto conhecimento e descoberta, de amadurecimento dos personagens, principalmente da protagonista que precisar superar o luto. 

Resenha || Corenstein

Tirinhas simples do codidiano da autora. Mostra que o humor ta em pequenas coisas e momentos da vida.  Ela, em seu primeiro volume, trás varias tirinhas aitobiograficas mas que falam muito com a gente. São coisas comuns de cotidiano, que acabam causando uma identificação  rápida com o leitor e arranca boas gargalhadas.  Além disso, a obra conta com falas e entrevistas da autora enquanto ela publicava e escolhia as tirinhas. O mais interessante é que ela começou a investir em criar tiras para a internet no inktober, quando vários artistas tiram o mês para desenhar 1 desenho por dia durante o mês de outubro. Achei fenomenal como esse projeto sempre está incentivando e inspirando artistas do mundo inteiro e fazendo criar coisas fantásticas.