Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Valentina é um conto que toda mulher deveria ler: seja magra, gorda, baixinha, alta, com sardas etc. Toda mulher deveria ler. Aos homens, também, principalmente aqueles que querem julgar o "livro pela capa". Em tempos que estamos sempre discutindo o "padrão imposto pela sociedade", Valentina vem mostrar que nem sempre é isso e você tem que se aceitar do jeitinho que é (e não como os outros falam que você tem que ser).
Vou falar um pouquinho de mim: eu sempre fui magríssima, do tipo que daria inveja para qualquer mulher, bem seca mesmo e muita gente me achava lindíssima - mas era a magreza, sabe? Eu mesma me olhava no espelho e não conseguia aceitar que aquela criatura ali era eu. Tudo que eu queria era ter curvas (sim, eu não tinha, era uma tabua reta sem carne). Hoje, anos depois dessa época, eu engordei (e não tenho vergonha de admitir que sai dos 50kg para os pesados 82kg). mas quando me olho no espelho, eu gosto muito mais da Mia que aparece. Me sinto eu, me sinto feliz. Mas agora que estou gorda, com os famosos pneuzinhos, o que me aparece de pessoas dando pitaco: "você era mais bonita quando era magra" ou "olha, precisa emagrecer, filha"; Sinceramente, será que as pessoas não veem que nem sempre está no padrão é a felicidade da pessoa? Eu tenho muita vontade de voltar a fazer exercício físico, mas não é pra emagrecer, e sim porque me sinto bem lutando (sim, eu fazia luta).
O que eu quero dizer com toda essa história? É que mesmo você estando bem, aceitando seu corpo como ele é, a sociedade em volta vai querer projetar pra você o que eles consideram bonito, sadio etc, mesmo não sendo o que você acha bom pra você. E pouco vai importar você falar se está de acordo ou não, se está feliz ou não. Isso, pra eles, não importa. E Valentina sofreu disso a vida inteira, como qualquer outra mulher sofre a pressão do corpo perfeito. É um grande trabalho de auto estima e psicológico para se aceitar independente do que os outros estão falando - e isso vale para qualquer tipo de mulher (pois lembro nos anos da minha magreza muita gente falando que eu não tinha bunda, peito, e que eu podia ganhar só um pouquinho de peso). Acontece que isso mina a auto estima de qualquer 1, e nos deixa a mercê e refém a um padrão inatingível para a maioria das mulheres.
Valentina, antes de um romance fofo e que é o sonho de qualquer mulher, é sobre o melhor amor que podemos ter: o amor próprio. Não conquistando esse, nada das outras coisas acontecem de forma positiva. Sem esse amor, surge tantos problemas - até de relacionamento. Acho que essa é a parte mais importante de frisar sobre Valentina: o amor próprio e a auto aceitação que devemos cultivar diariamente.
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