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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Crítica || A Pior das Bruxas

A Netflix me sugeriu a série infantil A Pior das Bruxas. É só falar bruxa que eu acabo me interessando em ver o que se trata (sim, eu tenho um fraco por obras que contenham magia e bruxaria - podem sugerir mais coisas no tema aí nos comentários).


Uma fanfic de Harry Potter? Provavelmente

Mesmo assim, a história é legal. Trás situações bem genéricas de qualquer escola mágica, como um vilão que quer dominar a escola, um aluno que até então não conhecia a magia, um pequeno antagonista e 2 amigas que sempre ajudam a protagonista a entender esse novo mundo. 

mesmo com clichês e cenas que parecem que se espelharam em Harry Potter, a série é divertida  par as crianças e ensina valores como a amizade, a lealdade e trabalho em equipe. 

A série é inspirada em livros do Jill Murphy, com o primeiro livro publicado em 1974, há 43 anos (Harry Potter só começou a ser escrito em 1981 e publicado em 1997). A série foi adaptada para TV pela CBBC,  um canal infantil da BBC (mas eu não sei porque cargas d'água a Netflix colocou a marca). 


Infelizmente esses livros não fizeram parte da minha infância e não sei até que ponto há similaridades da série com o livro, porem os elementos genéricos de bruxas estão lá, alem de coisas que já nasceram da mitologia dessa criatura (A bruxa), como feitiços cantados, código de ética da magia e bruxaria, a magia vim de tradição e família. E quebrar regras é sempre visto como uma afronta, um insulto. E o legal dessa série é mostrar a quebra de um conservadorismo. Faz um paralelo realmente importante para o mundo real, pois mostra que nem sempre a tradição é algo bom, nem sempre é uma solução manter certas coisas só porque há 10, 50, 100 anos atrás era assim que funcionava. Ficar estagnado na mesma coisa não é evolução. E esses são ensinamentos sutis no dia-a-dia das bruxinhas protagonistas. 

Além disso eu vejo um incentivo grande a resolver os problemas com a criatividade e imaginação, o que incentiva o telespectador a pensar sempre em outras perspectivas na situação, nem sempre fazer a mesma coisa é a melhor saída para um problema. As vezes, mesmo não tendo o conhecimento (a experiência da convivência - que é um paralelo para a tradição das famílias bruxas), é a unica solução visível. Mesmo que você não tenha a experiência, você consegue criar algo brilhante para resolver o que precisa. Nossa protagonista não vem de uma família bruxa, não foi criada deste de pequena com a ideia de que magia existia e ela não consegue se adequar em muitas situações na escola, por se sentir diferente e inferior as colegas de classe, mas por ela vim com uma outra visão, ela acaba conseguindo fazer coisas impensáveis para a maioria. A verdadeira demonstração de pensar fora da caixa

Adoro esse incentivo maior de ser imaginativo e pensar fora da caixa que a série transmite para quem assiste, pois para mim, a magia é exatamente isso. É criar fora da caixa, é fugir do padrão, é fazer algo diferente. 

Estou querendo muito a continuação da série. E também quero achar os livros para leitura, deve valer muito a pena. 

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