Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...
Continuando aquela resenha feita depois dos créditos, já amadurecendo mais o que foi visto nas telonas, projetando outros olhares e uma nova análise, vamos falar mais uma vez de Carros 3.
O filme mostra um Mcqueen mais velho em uma situação mais madura e até mesmo pede uma decisão mais madura. É aquela fase que todos vão passar algum dia na vida, e não necessariamente quando estiver mais velho.
Uma vez li em algum lugar que o corpo se renova a cada 7 anos. A cada 7 anos, você tem um corpo novo, com novas células etc. E isso acontece na mente também. De 7 em 7 anos, você é outra pessoa, você muda, suas opiniões e gostos mudam, seu circulo social muda. Tanto que falavam na mesma matéria que se algo dura mais de 7 anos na sua vida, ela vai durar a vida toda (tipo uma amizade ou ser fã de alguma coisa).
E a cada etapa da vida temos alguma crise existencial, seja por agentes externos ou internos, sempre vai ter alguma hora que vai bater aquele pensamento: "E agora?! O que vou fazer da minha vida?".
Eu mesma estou em uma crise dessas e as pessoas não ajudam. Estou terminando a faculdade e a voz me ronda perguntando:
E agora?
O que fazer?
Como fazer?
O que eu vou fazer?
Que caminho seguir?
E com esses e outros questionamentos vem o medo, aquele frio na barriga de ter feito a escolha errada. A sensação de estar perdido e sozinho. As pessoas em volta não te ajudam. Só te enchem de mais perguntas e pressões. A vontade que se tem é de se isolar, mas até de seus pensamentos você tem medo.
E isso vemos na pele (ou na capota) do Mcqueen. Todos os companheiros corredores se aposentando das corridas, a pressão da mídia querendo que ele faça o mesmo. Os amigos incentivando ele a continuar. É uma dualidade imensa em cima de uma única "pessoa". E isso faz com que ele se sinta ainda mais perdido que o normal.
Vale lembrar que ele sofre um acidente que nem o carro que foi como um pai e o mentor dele: o Doc. E para Doc foi a mesma pressão e a decisão o tinha tornado infeliz. Com esse exemplo, vemos que o relâmpago se sente ainda mais pressionado.
Isso mostra que essas crises em mudanças da vida é algo normal, nossos pais passaram e ainda vão passar, a gente também. E não será a única. Ao longo da vida, várias vezes vamos parar e se perguntar "e agora?" e nos ver sem chão.
O ruim é que muitos a nossa volta acabam esquecendo que quando tinha nossa idade, passaram por isso e acabam colocando pressão desnecessária que dificulta toda a situação. (PS: não seja essa pessoa).
A grande lição que fica é: amadurecimento. Todos vão passar por mudanças alguma hora e é preciso ter a mente no lugar para enxergar que existe algo além do "agora", que há uma solução, não é o fim do seu mundo (mesmo que outros façam parecer o contrário).


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