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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Turma da Mônica Jovem #91 - A Torre Inversa parte 2 || Resenha

Mais uma leitura completada. 

Com o tempo escasso para embarcar num livro, minhas leituras estão acumulando. Nesse ano já comecei 3 livros e meio que abandonei os três, mas ler quadrinhos ainda dá para fazer, se distrair da realidade, dos problemas, dos trabalhos, da faculdade e da rotina pesada para embarcar em mais uma fantasia, regrada a um pouco de ação, terror, romance e mais fantasia.


Para quem acompanha o blog, sabe que já fiz uma resenha da primeira parte dessa história (e pode ser lida aqui). Porém desta vez eu quero fazer a resenha dessa segunda parte de forma um pouco diferente, pois também quero comentar uns trechos específicos da história (então terá uma zona de fotos e comentários com spoiler, mas estou avisando de antemão e você só prosseguirá sua leitura por conta e risco).

Essa é a revista que trás o ponto clímax do arco "TORRE REVERSA". Nos é revelado mais sobre o "vilão" que se está lidando. Apesar disso, mais peças chegam ao quebra cabeça, outras figuras já conhecidas de outros arcos da tirinha (a Dinâmica por exemplo) chegam e com eles mais mistério.

Algo que eu já tinha notado deste da revista anterior é que ela é totalmente carregada em preto. Todas as bordas da mesma é preta. É um recurso muito utilizado para marcar páginas que se passam no passado, que são lembranças se um determinado personagem ou se um grupo. Isso me reforça a idéia (e uma teoria que criei) que toda essa história no hospital se passou em algum momento e está sendo relembrada agora. E com essa teoria, as coisas ficariam mais estranhas (e talvez um pouco mais certas). Em partes dessa revista o tempo se confunde, é como se a turma tivesse contato com o passado, porém, a Magali explica que estão apenas visitando as lembranças de alguém.
Outras coisas não encaixam e ficam em mistério, como a possível morte novamente do Cebola. Quem acompanha Turma da Mônica Jovem, ou pelo menos esse arco do Fim do Mundo, sabe que em UMBRA, Cebola morre.

Ainda há muito a ser trabalhado e essa história faz parte de uma super saga criada pelo roteirista Emerson Abreu. TORRE INVERSA é mais um sinal que essa história é complexa e merece ser lida com muita atenção. Mesmo essa edição revelando um pouco melhor algumas poucas coisas, ainda há muita coisa a ser mostrada e, principalmente, explicadas.

Algo que me chamou atenção realmente foi tirar o foco da Mônica. Atitude que recebi de forma positiva, pois ultimamente a Mônica se revela um grande recurso de "deus ex machina", onde se a história está muito ruim de ser finalizada oi prosseguir, usam alguma capacidade anormal que a Mônica tem para resolver e acabar tudo certo no final. Estavam abusando muito desse recurso e isso ficou muito cansativo para mim, como leitora, tanto que só tenho acompanhado a super saga de Emerson Abreu, pois ela me empolga e me instiga a continuar a leitura.

Essa segunda parte foi ainda mais inquietante e incomodadora para leitura. Algo dela atacava (e em cheio) minha ansiedade e me agoniava. Meio que tira da zona de conforto que a Turma da Mônica vinha representando fora dessa saga. E eu realmente acho que estava faltando ter mais roteiros assim, pois deveria ser mais propostas desse tipo nessa nova versão da Turma da Mônica.

Emerson Abreu não parece ter medo de arriscar. O arco TORRE INVERSA consegue ser ainda mais inquietante e perturbador em seu modo de construção que UMBRA deve ter sido para os leitores. Algumas cenas com os protagonistas são algo que era impensável de alguém fazer, como a cena da Mônica verme de cabeça pra baixo grudada no teto (digna de um filme de terror, vale a pena frisar).

Acho que se você procurava uma proposta diferente com os personagens que, com absoluta certeza, participaram da sua infância, deveria procurar as edições dessa super saga. Em Abril vou postar um vídeo comentando todas as edições que abordam a super saga, deste do início e seus principais pontos, então aguardem aqui no blog.

Uma pequena observação, fugindo um pouco desse clima tenso e de mistério, mas eu precisava comentar com vocês. Quem já leu comenta aqui (e quem não leu, nem leia depois desses parênteses, senão recebe mais spoiler): o que acharam desse envolvimento Cebola e Denise? OMG. Como assim Denise sai atirando de todos os lados? É o Xavecão, é o primo do Chico Bento. Acho que Emerson já está tirando onda fazer Denise ter tanto crush. Infelizmente, para quem já começou a "shippar" como eu, após esse arco, não vai mais rolar "Denibola", já que os outros roteiristas não usarão personagens criados pelo Emerson e quando Emerson publicar novamente alguma revistinha, já deva ter rolado tanta coisa  no meio tempo, que nem poderá desenvolver essa relação amorosa dos dois.


Outra coisa que acho válido comentar é sobre as referências da internet afora que o Emerson incorpora em seus roteiros. Quem, como eu, passa quase 24h conectado e vendo o nascer (e quem sabe o morrer) de um meme, sabe identificar as referências ( e dá uma de Capitão América no maior estilo de "eu entendi a referência"). Acho que acaba criando ainda um passatempo maior para os leitores conectados encontra e esses memes no roteiro (sem falar o alívio cômico nos momentos de tensão da história).

Mais resenhas sobre Turma da Mônica: 

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