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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Resenha] A Escola do Bem e do Mal

O que falar desse livro que mal li e já amo horrores? Entrou na lista do meus favoritos nesse ano e mal vejo a hora de ler a continuação [se eu tivesse dinheiro, correria agora pra livraria e comprava o segundo, simplesmente amei e devorei esse livro em dois dias - isso porque eu rendi (e muito!) a leitura].
O tanto que eu gostaria de falar dessa obra e relacionar com outras que li depois, daria para várias postagens (e terão!), porém, essa será apenas uma resenha desse livro e tentarei não relacionar com as outras leituras e experiências, ainda.

O livro veio com uma temática que eu já conheço de outros carnavais: escola para contos de fadas. Mas diferente desses outros carnavais, digamos assim, esse tem um diferencial bastante interessante. Enquanto a maioria de livros e séries que tratam do mesmo assunto mostra que são os filhos dos contos de fadas que vão para a história e ocuparão, posteriormente, o lugar de seus pais em suas próprias fábulas, aqui as crianças são escolhidas pelo próprio diretor da escola, que em quatro em quatro anos, escolhe duas crianças de cada vilarejo das aproximidades da Escola e a trazem. E tudo isso vamos acompanhar pelos olhos de duas garotas, que são trazidas de um vilarejo rodeado por uma floresta e que de nada sabem, exceto pelas histórias de raptos das crianças.

Foram criadas sabendo que em determinada noite, um ser vem e pega duas crianças, sempre com as mesmas características: uma linda, boa e gentil e a outra má, feia, perversa. Anos acreditavam que eram ursos ou que as crianças simplesmente sumiram, até perceberem o fato que as mesmas apareciam nos livros infantis que as crianças liam em suas casas.

Nesse livro, acompanhamos a Sophie e Agatha, duas amigas, que foram escolhidas pelo diretor a integrar na nova turma da Escola. Sem entender direito e tendo que aprender a sobreviver em um mundo que não acharam ser possível ser real, elas tem um papel importante para todo o mundo do faz de conta. Só precisam descobrir.

Elas são o que os outros chamam de leitores: crianças normais, que cresceram apenas lendo os contos de fadas. Os outros estudantes são todos filhos de pessoas que um dia já tiveram seus contos de fadas e que não toleram os leitores. O livro é fascinante, seja pela atmosfera criada pelo autor, o universo rico e bem trabalhado, seja as pequenas ilustrações em todo inicio de cada capitulo, que muito me chamaram atenção. Afinal, o que é um livro de fabulas sem desenhos?


O livro é cheio de intrigas, magia, beleza, animais encantados e outros elementos das fabulas que crescemos lendo e ouvindo. Mas engana-se quem acha que o livro é infantil por ter esse tema. O livro tem uma trama e um significado que vai além de um simples livros de princesas e bruxas. É para jovens e adultos, que mesmo crescendo, ainda adora o ar encantador e tenebroso de um ótimo contos de fadas. 

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