Quis uma experiência de ouvir um audiobook, pois tinha um (pré)conceito sobre esse tipo de mídia , já que me disperso muito rápido quando estou só ouvindo algo (querendo sempre fazer alguma atividade em paralelo, e assim perco o foco no que estou escutando). Mas a experiência foi melhor que eu esperava. Gostei principalmente em poder escutar no carro, quando estou dirigindo. Substituiu ouvir aleatoriedades no rádio. O livro escolhido foi O App do Amor , que estava disponível na minha estante da Skeelo. Vi que era relativamente curto, e um enredo mais leve que conseguiria focar sem esforço, por ser o primeiro audiobook, fiquei com receio de não conseguir. Sobre o livro, o enredo começa com a Melissa , uma estudante de TI, que depois de levar "um perdido" de um cara, que até foi no encontro, mas sumiu logo em seguida. Assim, decide mudar o seu projeto desenvolvido para concorrer ao prêmio de incentivo da faculdade. O app, que anteriormente prometia en...

Já vi essa
história se repetir...
Talvez a frase acima seja seu pensamento ao ler a sinopse
dessa obra. Não te julgo, foi o meu também. Mas não tive preconceito.
Ainda se pode ter algo original na temática e se ela se repete tanto em obras
(como música, livros, quadrinhos, filmes etc) será que não é um alerta para
nós? Algo que deve está bem errado?!
Adorei a temática trabalhada por Reno. E gostei do traço
dele. Simples, mas expressivo e adaptável. E não precisa ser um Picasso para
tratar desse assunto ainda tão incessante no nosso dia-a-dia.
O que nos faz humanos e felizes? Em um mundo cada vez mais
corrompido pelo consumismo e superficialidade, porque a taxa de suicídios e
doenças de cunho mental/emocional estão cada vez maiores? Sempre estamos
tentando substituir a felicidade com compras, com bens materiais e esquecendo o
resto. Cada vez mais mesquinhos e egoístas, esquecendo-nos de ser ser humano.
Reno questiona se o ciclo de jornadas exaustivas de
trabalho, recebimento de pagamento e que se gasta em apenas um dia tudo em
coisas materiais realmente nos trás um bem. Mostra que nesse ritmo louco que
achamos está evoluído, estamos perdendo os traços que nos fazem humanos e ficando
cada vez mais isolado e infelizes quando buscamos apenas o contrário. Enquanto
corremos pela loucura do cotidiano querendo nos preencher com algo para nos
sentirmos vivos, estamos apenas cavando mais e mais para uma morte de espírito.
E não falo isso no sentido de religião, longe de mim, mas no sentido de ser
humano mesmo, de ser consciente, de ser racional e mesmo assim ser emotivo. Estamos
ficando alienados com tudo em nossa volta e nos privando de coisas que
realmente valeria a pena e nos deixaria felizes.
Qbrado é uma leitura fugaz,
mas cheia de entrelinhas e significância. Vale a pena ler e refletir, munir-se
com as sutis criticas deixada pelo autor.
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