Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra. Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

Já vi essa
história se repetir...
Talvez a frase acima seja seu pensamento ao ler a sinopse
dessa obra. Não te julgo, foi o meu também. Mas não tive preconceito.
Ainda se pode ter algo original na temática e se ela se repete tanto em obras
(como música, livros, quadrinhos, filmes etc) será que não é um alerta para
nós? Algo que deve está bem errado?!
Adorei a temática trabalhada por Reno. E gostei do traço
dele. Simples, mas expressivo e adaptável. E não precisa ser um Picasso para
tratar desse assunto ainda tão incessante no nosso dia-a-dia.
O que nos faz humanos e felizes? Em um mundo cada vez mais
corrompido pelo consumismo e superficialidade, porque a taxa de suicídios e
doenças de cunho mental/emocional estão cada vez maiores? Sempre estamos
tentando substituir a felicidade com compras, com bens materiais e esquecendo o
resto. Cada vez mais mesquinhos e egoístas, esquecendo-nos de ser ser humano.
Reno questiona se o ciclo de jornadas exaustivas de
trabalho, recebimento de pagamento e que se gasta em apenas um dia tudo em
coisas materiais realmente nos trás um bem. Mostra que nesse ritmo louco que
achamos está evoluído, estamos perdendo os traços que nos fazem humanos e ficando
cada vez mais isolado e infelizes quando buscamos apenas o contrário. Enquanto
corremos pela loucura do cotidiano querendo nos preencher com algo para nos
sentirmos vivos, estamos apenas cavando mais e mais para uma morte de espírito.
E não falo isso no sentido de religião, longe de mim, mas no sentido de ser
humano mesmo, de ser consciente, de ser racional e mesmo assim ser emotivo. Estamos
ficando alienados com tudo em nossa volta e nos privando de coisas que
realmente valeria a pena e nos deixaria felizes.
Qbrado é uma leitura fugaz,
mas cheia de entrelinhas e significância. Vale a pena ler e refletir, munir-se
com as sutis criticas deixada pelo autor.
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