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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Selo Tupiniquim] Saga do Wander

Oi queridos, dessa vez vim trazer uma mini-entrevista e mais alguns dados sobre a Saga do Wander, do autor Luciano Félix Ferreira. 

O Luciano tem Licenciatura em Desenho e Plástica pela Universidade Federal de Pernanbuco (2000). Luciano tornou-se uma das novas revelações do humor e quadrinhos da sua geração sendo um dos cinco finalistas do Prêmio HQMix de 2004, na categoria "Desenhista Revelação". 

Desde 2002 tem seus trabalhos publicados na revista Mad (versão brasileira) para a qual produziu capas, sátiras quadrinizadas e ilustrações. 

Premiado em vários salões e festivais nas categorias de cartum, caricatura e quadrinhos, destacam-se entre esses os recebidos no VI Festival Internacional de Humor e Quadrinhos de Pernambuco (primeiro lugar em quadrinhos em 2004 e menção honrosa em 2006), no 17º Salão de Humor de Volta Redonda (primeiro lugar em quadrinhos) e no 31º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (primeiro lugar em tiras de quadrinhos), no I Festival Internacional de Humor em DST/AIDS (um dos 20 premiados e menção honrosa em cartum), 2º Festival Internacional do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu (Menção honrosa em 2002 e quinto lugar em 2004) e Recife 12 horas de quadrinhos (primeiro lugar em 2007).Participou em 2010 da primeira edição comemorativa dos cinquenta anos de carreira de Mauricio de Souza com uma história que figurou junto a de outros 49 artistas convidados no Brasil.

Colabora semanalmente com uma tira carregada de elementos do mundo pop no site mistiras.com.br
Foi membro do grupo P.A.D.A. – Produtora Artística de Desenhistas e Associados.

Publicou em 2014 junto com outros artistas da publicação do álbum Histórias em Quadrinhos d’O Recife Assombrado.

Um Sofá à Lareira: Como surgiu a obra? 


Luciano Felix: O embrião dessa história surgiu em 1999 (acho) quando o Watson Portela ministra um curso de quadrinhos que junta muita gente em início de carreira aqui no Recife. Mostrei pra ele a ideia do nerd que queria ser super herói, mas a história não seria exatamente o que viria a ser o Projeto Wander. 
Paralelo a isso, o Watson me pediu pra eu desenvolver um personagem que ele e o seu irmão, Wild, tinham criado, mas nunca concretizado. Seu nome era Morcenbix. Criei o visual e fiz um roteiro de seis páginas que em poucos dias desenhei. Como essa história nunca mais foi pra frente e a única coisa desse personagem que não me pertencia era seu nome, rebatizei de Batmorcego e lancei a história na revista Prismarte da PADA. 
O nome Ficcítia (cidade que abriga meus personagens) veio depois, pois eu queria uma cidade... Fictícia!!! Eu já queria criar uma cidade, até pensei, anos luz atrás em "Cityvillestown". Criei uma cidade só pra me sentir livre para deixá-la do jeito que eu quisesse, mas não tenho a intenção de criar um universo de super heróis, apenas os que surgirem naturalmente, sejam super ou não.
Engraçado é que no princípio era uma história de super herói, cujo nome do álbum seria Batmorcego. Mas, aos poucos percebi que é mais uma história do cara por trás da máscara, do nerd sem noção que força a barra pra fazer os acontecimentos justificarem sua ânsia de, fantasiado, combater o mal.
 
Um Sofá à Lareira: como foi criar a obra? 

Luciano Felix: Curti cada momento que trabalhei neste projeto porque pus nele tudo que eu gosto nos quadrinhos. Sejam as sátiras ao estilo Mad, sejam os clichês dos super heróis. Tudo que está nessa obra é uma compilação de um monte de esquetes que eu vinha guardando há anos. 
Daí, finalmente, em 2006, num momento de extrema inspiração eu transformei todas os pedaços num roteiro e logo comecei a desenhar, passando a arte final para o Téo Pinheiro. Não fosse ele, talvez eu nunca tivesse terminado até hoje... ou começado! Tudo isso durou quase dois anos, aproveitando as horas antes de pegar no emprego ou nos poucos intervalos que haviam. Mais alguns meses de diagramação, letreamento e o projeto tava pronto. Só que não consegui nenhuma editora que quisesse o projeto. Acredito que estamos num momento em que só se dá credibilidade para projetos mais "cabeça", introspectivos, filosóficos... Nada contra, mas eu sinto falta de mais Aragonés, projetos parecidos com Asterix... enfim, comédia pura e descompromissadas. Daí, surgiu a possibilidade de colocar o projeto no Catarse que é uma plataforma de financiamento coletivo. Demorei até achar que era hora, apesar de entrar meses antes junto com o Ary Santa Cruz com o Mistiras, felizmente, financiado. Finalmente, Wander - Herói Porque Sim! entrou em 13 de julho e dois meses depois estava financiado. Agora estou nos ajuste finais para rodá-lo.

Um Sofá À Lareira: de onde tirou inspiração?


Luciano Felix: Me inspirei principalmente nos besteiróis dos irmãos Zucker e nas sátiras da revista Mad (para a qual já fiz vários trabalhos). Tem muita coisa também do Sérgio Aragonés, Asterix e desenhos da Pixar.
  
Sinopse:
 A saga do Wander é uma comédia gráfica de cem páginas dividida em cinco capítulos. É inspirada em vários estilos,  autores, filmes, livros, músicas, artes marciais, personagens e, principalmente, os clássicos clichês universais. A trajetória do personagem traz inúmeras referências do entretenimento, ora discretas, ora codificadas, ora escancaradas. A aventura do herói mascarado é secundária, dando mais espaço para o cara por trás da máscara e sua incessante luta por saciar a vontade que todo nerd tem de se vestir de super-herói e combater o crime.

Toda história se passa na cidade de Ficcítia onde as avenidas ganham nomes de personalidades que foram importantes para o fortalecimento dos quadrinhos. Já existe a rua Bill Finger, a rua 1938, entre outras, mas muitas estão sem nome. Estas e algumas praças vão ganhar o nome de apoiadores do projeto.

Mais informações: 

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