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Fonte: Fotos de Reprodução do O Globo |
Para quem não conhece, como eu que não conhecia por não ficar mais muito tempo online, o Doutrinador é um anti-herói brasileiro que fez fama no Facebook, combatendo a corrupção. E com tanta fama, ele acabou de ganhar seu segundo livro. O responsável pela sua criação é o designer gráfico Luciano Cunha e recebeu uma contribuição mais que especial para construir esse livro. o Marcelo Yuka (ex-baterista do Rappa), pediu para participar do roteiro de "Dark Web", que será lançado pela Editora Redbox (a qual não tinha escutado falar, mas estou correndo para descobrir outras publicações na área).
Os dois estão trabalhando juntos num roteiro, que vai misturar cartéis colombianos, máfia italiana e políticos brasileiros. O ambiente do enredo é em um futuro próximo.
O personagem foi criado em 2008, mas ficou fora de circulação até março de 2013, quando surgiu a ideia de criar a pagina no facebook para divulgar seu trabalho. Se lembrarem do que aconteceu nesse período, vai saber que foi uma grande coincidência o personagem voltar em meio aos protestos do #GiganteAcordou e a revolta do país com as injurias e corrupção que assolavam (e ainda assolam) o nosso governo.
O Doutrinador lembra também uma HQ chamada Revolta!, do autor André Calliman que ganhou fama e voz nessa época, sendo mais uma hq onde a ficção imitava a realidade, ou a realidade estava imitando a ficção. HQ a qual resenhei em meu Instagram ano passado (e não sei porque raios eu não fiz a resenha aqui no blogger).
O primeiro volume do Doutrinador foi lançado ano passado, produzido de forma independente e vendeu mil exemplares. Agora sairá pela editora Redbox seu segundo volume,e reimprimirá outras mil do anterior. Os planos também incluem lançar uma versão traduzida para o inglês pela AK Press (editora americana especializada em títulos políticos).
Sei que esse titulo, assim como Revolta!, colocará em xeque essas características de justiceiros no país. Vale ressaltar que nenhum dos autores aprovam tais atos, sendo apenas uma ficção, e mesmo que a população esteja fervorosa sobre as injustiças e calamidades da politica no Brasil, o autor afirma que o personagem não quer estimular condutas parecidas, e que o limite entre ficção e realidade é bem demarcado no livro.
"Não fico muito preocupado porque sempre fortaleço a ideia de que isso é ficção. Por mais que as pessoas se identifiquem com a indignação com a classe política, elas sabem que é inadmissível transpor as ações do personagem para a vida real. Quem está acostumado a ler quadrinhos sabe disso e entende essa linguagem."
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Fonte: Fotos de Reprodução do O Globo |
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