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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Lançamentos] Nós, Os Afogados

“Nós, os afogados é ousado, brilhante e não pode deixar de ser lido.” – Independent 

“Um romance formidável! (...) Será difícil para o leitor interromper a leitura.” – Die Zeit
  
“Carsten Jensen é, inquestionavelmente, um dos autores mais interessantes na cena escandinava atual. Eu sempre aguardo ansiosamente seus livros. Ele é, em minha opinião, um contador de histórias singular.” – Henning Mankell

Com uma voz narrativa épica e poderosa, Nós, os afogados é uma saga que nos remete às epopeias marítimas de Herman Melville e Robert Louis Stevenson. Compreendendo cem anos de história, o livro acompanha várias gerações de navegadores da cidade dinamarquesa de Marstal – de Samoa à Terra Nova, de Cingapura a Hobart, de Murmansk à Islândia e de volta a Marstal, onde as mulheres esperam e choram seus mortos. Elogio solene a um modo de vida que ficou para trás e relato comovente dos sofrimentos humanos, o livro é também a descrição crua de uma época em que a Europa passa por grandes transformações – e suas histórias de amor são um contraponto sensível ao insuperável afã do homem em conquistar o desconhecido.
MAIS SOBRE A OBRA
Originalmente publicado na Dinamarca, em 2006, Nós, os afogados é um épico no tamanho e no alcance. Construído com excepcional profundidade, o livro narra cem anos da vida dos moradores de Marstal, cidadezinha localizada na ilha de Ærø, enquanto conta as aventuras de Laurids Madsen, de seu filho Albert e do órfão Knud Erik.

A história começa em 1848, quando os marinheiros da pequena cidade dinamarquesa de Marstal embarcam em uma guerra contra os alemães pelo controle do ducado Schleswig-Holstein. A euforia inicial dos combatentes dá lugar à angústia e ao medo quando veem de perto a morte de seus companheiros. Nem todos retornam – e aqueles que o fazem nunca mais serão os mesmos. Entre eles, está o excêntrico Laurids Madsen, que, depois de sobreviver à batalha, desaparece no mar.

Depois de crescido, seu filho Albert viaja o mundo em busca do pai, uma empreitada que o deixará nas mãos de companhias nefastas e lhe garantirá alegrias e decepções profundas. Carregando uma misteriosa cabeça encolhida e atormentado por premonições, Albert volta para Marstal, uma cidade cada vez mais dominada por mulheres, incluindo a viúva Klara Friis, que planeja acabar com a tirania do mar sobre os homens do lugar. Seu filho, Knud Erik, estabelece com Albert uma relação de amizade e confiança. Contrariando o desejo da mãe, Knud Erik se torna marinheiro – e é ele a figura central da segunda metade do livro, o herói que nos conduzirá pelos mares do norte em outra guerra contra os alemães.

Das rochas do Canadá às plantações exuberantes de Samoa, das tabernas barra-pesadas da Tasmânia às costas congeladas da Rússia – em Nós, os afogados, o leitor viaja pela vastidão do mundo e, através de seus personagens, experimenta paixões, desilusões, a graça e dor da sobrevivência.

Como o coro das tragédias gregas clássicas, o livro é narrado em sua maior parte por uma personagem coletiva, um “nós” que representa a memória dos homens da cidade de Marstal e relata cem anos de mudança e progresso.

Trata-se de um narrador nem sempre confiável, como afirma o autor: “Ele está envolvido na história, toma partido. Ele parece saber tudo, mas como pode saber o que vai no íntimo de cada pessoa?” E, como não sabe, ele inventa. O romance termina nos últimos momentos da Segunda Guerra, com um capitão lutando para levar sua tripulação para casa. Para o autor, Carsten Jensen, o mar é metáfora. Para os habitantes de Marstal, a própria vida: passagens incertas e poucos portos seguros onde ancorar.

SOBRE O AUTOR
Carsten Jensen  nasceu em Marstal, na Dinamarca, em 1952. Trabalhou como colunista e crítico literário, e foi repórter em regiões como China, Camboja e Afeganistão. Jensen escreveu romances, artigos, ensaios críticos e livros de viagem. Suas obras ganharam inúmeros prêmios literários, incluindo o cobiçado Golden Laurels, por I Have Seen the World Begin; e o literário Danish Bank, a mais importante premiação dinamarquesa, por Nós, os afogados, em 2007. Em 2010, Jensen recebeu o prestigiado Olof Palme Prize, por sua contribuição na defesa dos direitos humanos, e, em 2012, o prêmio literário Søren Gyldendal.

LANÇAMENTO EM JULHO

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