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Vamos falar de parceria? || Opiniões Polêmicas

Eu sei, eu sei. Serei massacrada com esse texto. Mas preciso falar e até desabafar.  Tenho esse blog há 14 anos, comecei em 2012, onde tudo era mato, não existia inscrições de parceria anuais com editoras, autor nacional nem era tão disseminado assim, quase não existia publicação independente de largo alcance nacional e nem Amazon tinha no Brasil vendendo ebook.  Sim, tudo mato a ser desbravado.  E nessa época, onde as coisas começavam a engatinhar, editoras mandavam livros pontuais a alguns blogs e criadores de conteúdo publicar textos sobre o livro. Como faziam com jornalistas também. Não existia criação para redes sociais, nem o Instagram existia e YouTube era só um repositório de vídeos comuns – sem a grandeza de produções de conteúdo como hoje.  E também tinha os autores nacionais começando a despertar para divulgações nacionais. Entravam em contato com blogs que gostavam, que poderia ter afinidade com o gênero do livro e enviava o mesmo para o criador ler e fal...

[Resenha] Eu Vejo Kate

"Eu Vejo Kate é diferente. É apenas uma história com seu lado emocional e sua veia sobrenatural em determinados momentos. Mas sobretudo, é uma obra que fala de Serial Killers como realmente são." Pg 8.

A proposta da autora é ter um livro sobre assassinos em série e na própria introdução que escreve em seu livro, ele diz e prepara o seu autor ao que vem por ai.

Em sua introdução ele diz que muitas obras que trata o tema acaba sua visando o assassinos em série. E que seu livro seria diferente.

E o que falar de Eu Vejo Kate depois dessa declaração?

A autora fugiu de seu tema inicial.

Não falo que de tudo isso é ruim. Só que o serial killer Nathan fica apenas de plano de fundo a medida que Kate tem seu progresso. Em alguns momentos o enredo dá mais ênfase do que o assunto central do livro. Algo que a primeira vista é vendido como policial e suspense, chega a ser hot.

Não que o livro seja ruim. É bom para ler e a leitura flui rapidamente e mesmo o livro tendo por volta de 300 paginas, você devora em menos de 24 horas. Mas se espera algo que mostre a vida, costumes crimes e tudo mais detalhado sobre a vida de um serial killer, talvez esse não seja o livro que procure.
A narração do livro é dividida entre os personagens. O que me surpreendeu logo no inicio fora que a história começou com a narração do assassino Nathan. Mas a diferença é que ele já está morto. Quase um Memórias Póstumas de Brás Cubas (risos).

A sacada boa também fora usar essa narração de Nathan para mostrar as peculiaridades de um serial killer para um assassino comum.

O serial killer tem vítimas que se assemelham em algumas características que o atrai: passam dias, semanas e as vezes meses ou anos apenas observando a rotina da vítima antes de "dar o bote".
Eles também tem rituais para cometer crimes, assim como uma "assinatura" que mostra que foram eles a fazerem isso. Sentem orgulho do que fazem e muitas vezes não há um discernimento entre o que é certo e o que é errado nos padrões da sociedade.


"Nem todos os criminosos são psicopatas, nem todos os psicopatas são criminosos. [...] Sabe aqueles crimes com requintes de crueldade que chocam todo mundo na televisão? Provavelmente existe um psicopata por trás deles." Mentes Psicopatas - Especial super interessante, 2009. Pg. 12.

Porque estou falando dos psicopatas? Porque os psicopatas que entram para esse grupo de crime, geralmente vira serial killer.

"85, 5% dos serial killer são psicopatas e outros 9% tem apenas traços antissociais, insuficientes para o diagnóstico de psicopatia." Mentes Psicopatas - Especial super interessante, 2009. Pg. 49.

Não digo que Nathan era um psicopata, mas ele tem ótimas chances de o ser. O psicopata é incapaz de se colocar na pele do outro. Mas também capta a necessidade da vitima, de uma fraqueza para manipular, algo que não vi o Nathan fazer. Mas cabe aqui dizer que ele mata por prazer, é uma necessidade que ele tem, uma "fome". E para isso é como uma cerimônia. Sem o ritual, ele não comete o crime. E um dos rituais mais comum dentre serial killer é a necrofilia e canibalismo. Algo nisso dá a sensação de domínio sob a vitima. E isso é o que mais atraía o Nathan em seus crimes. E talvez isso leve ele no primeiro capitulo deixar a  entender que a Kate o atraiu. O fantasma notou o fascínio de Kate por sua história como uma dominação dele em cima dela. E se ele tivesse vivo, Kate já seria uma vitima.

Infelizmente essa parte do livro é apenas o inicio e logo após o livro segue o rumo romancializado da vida de Kate. E só resgatam o tema principal, nas ultimas partes do livro e mesmo assim Nathan que parece ser um dos principais personagens, fica esquecido da metade da obra para o final da mesma.


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