"Eu Vejo Kate é diferente. É apenas uma história com seu lado
emocional e sua veia sobrenatural em determinados momentos. Mas sobretudo, é
uma obra que fala de Serial Killers como realmente são." Pg 8.
A proposta da autora é ter um livro sobre assassinos em
série e na própria introdução que escreve em seu livro, ele diz e prepara o seu
autor ao que vem por ai.
Em sua introdução ele diz que muitas obras que trata o tema
acaba sua visando o assassinos em série. E que seu livro seria diferente.
E o que falar de Eu Vejo Kate depois dessa declaração?
A autora fugiu de seu tema inicial.
Não falo que de tudo isso é ruim. Só que o serial killer
Nathan fica apenas de plano de fundo a medida que Kate tem seu progresso. Em
alguns momentos o enredo dá mais ênfase do que o assunto central do livro. Algo
que a primeira vista é vendido como policial e suspense, chega a ser hot.
Não que o livro seja ruim. É bom para ler e a leitura flui
rapidamente e mesmo o livro tendo por volta de 300 paginas, você devora em
menos de 24 horas. Mas se espera algo que mostre a vida, costumes crimes e tudo
mais detalhado sobre a vida de um serial killer, talvez esse não seja o livro
que procure.
A narração do livro é dividida entre os personagens. O que
me surpreendeu logo no inicio fora que a história começou com a narração do
assassino Nathan. Mas a diferença é que ele já está morto. Quase um Memórias Póstumas
de Brás Cubas (risos).
A sacada boa também fora usar essa narração de Nathan para
mostrar as peculiaridades de um serial killer para um assassino comum.
O serial killer tem vítimas que se assemelham em algumas características
que o atrai: passam dias, semanas e as vezes meses ou anos apenas observando a
rotina da vítima antes de "dar o bote".
Eles também tem rituais para cometer crimes, assim como uma
"assinatura" que mostra que foram eles a fazerem isso. Sentem orgulho
do que fazem e muitas vezes não há um discernimento entre o que é certo e o que
é errado nos padrões da sociedade.
"Nem todos os criminosos são psicopatas, nem todos os psicopatas
são criminosos. [...] Sabe aqueles crimes com requintes de crueldade que chocam
todo mundo na televisão? Provavelmente existe um psicopata por trás
deles." Mentes Psicopatas - Especial super interessante, 2009. Pg.
12.

"85, 5% dos serial killer são psicopatas e outros 9% tem apenas
traços antissociais, insuficientes para o diagnóstico de psicopatia."
Mentes Psicopatas - Especial super interessante, 2009. Pg. 49.
Não digo que Nathan era um psicopata, mas ele tem ótimas
chances de o ser. O psicopata é incapaz de se colocar na pele do outro. Mas
também capta a necessidade da vitima, de uma fraqueza para manipular, algo que
não vi o Nathan fazer. Mas cabe aqui dizer que ele mata por prazer, é uma
necessidade que ele tem, uma "fome". E para isso é como uma
cerimônia. Sem o ritual, ele não comete o crime. E um dos rituais mais comum dentre
serial killer é a necrofilia e canibalismo. Algo nisso dá a sensação de domínio
sob a vitima. E isso é o que mais atraía o Nathan em seus crimes. E talvez isso
leve ele no primeiro capitulo deixar a
entender que a Kate o atraiu. O fantasma notou o fascínio de Kate por
sua história como uma dominação dele em cima dela. E se ele tivesse vivo, Kate
já seria uma vitima.
Infelizmente essa parte do livro é apenas o inicio e logo
após o livro segue o rumo romancializado da vida de Kate. E só resgatam o tema
principal, nas ultimas partes do livro e mesmo assim Nathan que parece ser um
dos principais personagens, fica esquecido da metade da obra para o final da
mesma.
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