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W.I.T.C.H. || Revisitando os quadrinhos clássicos — Volume 01, Saga Meridian

 Eu sempre gostei de coisas místicas, bruxas, garotas mágicas... Talvez por nascer na sexta, 13, eu acabei tomando para mim esse gosto peculiar para magias e misticismo. E quando eu era uma jovem adolescente, existia uma revista chamada W.I.T.C.H. publicada pela Editora Abril que trazia história serializada de um grupo de garotas mágicas que tem como dever proteger portais de uma terra mística. Foi aí, caros leitores, que eu descobri o poder maior dos quadrinhos (para quem era habituada apenas com coisas tipo Turma da Mônica e Mickey clássico, esses quadrinhos abriram horizonte). Peguei, infelizmente, o barco andando, então nunca consegui as primeiras edições na época (e estou pensando em completar a minha coleção como meta — igual fiz com os Ursos da Parmalat, e consegui!). Então na época nunca cheguei a ler na íntegra.  Mas agora, por meios não oficiais, consigo ter acesso a história clássica e resolvi, enquanto espero o primeiro volume do Reboot que será lançado pela Unive...

[Selo Tupiniquim] Klaus

Queridos leitores do Um Sofá. Hoje vamos falar da obra Klaus e seu autor Felipe Nunes, de 19 anos. 

Klaus, como devem desconfiar, é sua primeira graphic novel publicada por uma editora, no caso a Balão Editorial. Ele se destacou no cenário independente, com uma história de 100 páginas de quadrinhos. Ele cursa design gráfico (mesmo curso que eu *-*) e começou a trabalhar deste de 2010, e tem em seu currículo colaborações nas revistas como Recreio, Mundo Estranho, MAD, Runner's World. Também trabalhou como quadrinista, lançando duas hq's de forma independente: SOS e Orome. Particularmente, estou com muitíssima vontade de conhecer de perto as obras desse quadrinista. Não vejo a hora de ter uma oportunidade de realmente ter uma obra dele em mãos. E enquanto isso não chega, vamos ficar com uma breve sinopse da história e uma pequena entrevista com Felipe Nunes. 

Sinopse: O jovem Klaus está em busca a verdade sobre sua vida. Apesar de ter pais atenciosos e exigentes, ele está perdido em um mundo que lhe é estranho. Sente-se diferente de tudo e de todos, e de fato é. Mas não somos todos? Agora, Klaus precisará lidar com os meandros da passagem da adolescência para a vida adulta enquanto descobre que suas diferenças com os outros não são meramente um acaso, mas algo estranhamente oculto que está prestes a se revelar. 

Um Sofá: Como surgiu a ideia de fazer quadrinhos?
Felipe Nunes: Desenhar sempre foi uma atividade muito presente em minha vida. Desde pequeno, gostava muito de contar situações desenhando, e não perdi isso por muito tempo. Como todos que continuam desenhando, rabisquei em todos os cantos de caderno até decidir que era isso que queria fazer pra vida toda. Sempre fui muito falante e talvez isso tenha influenciado a vontade de contar uma história, porque apesar de ter sido muito criativo e ler bastante quadrinho, não tinha idéias das melhores hahaha.

Um Sofá: Como foi colocar as ideias todas no papel? é difícil?
Felipe Nunes: Olha, demorei bastante tempo pra conseguir entender o que eu estava fazendo com quadrinhos, num geral. Acho que é antes um pensamento do que uma concretização, porque quando se pensar um roteiro de quadrinhos como um roteiro de quadrinhos, e não uma sequência cinematográfica ou uma peça de teatro, tudo fica mais fácil (ao meu ver). O Klaus foi a primeira história que consegui transmitir exatamente como pensei: sequências, enquadramentos, sensações. Antes eu ficava muito perdido pra organizar as milhões de ideias, hahaha.

Um Sofá: Da onde tira sua inspiração?
Felipe Nunes: Putz, a inspiração vem dos lugares mais improváveis de todos. Seja de uma conversa com amigos, uma viagem de ônibus olhando a paisagem, uma chuveirada, uma noite daquelas que a gente não lembra de nada... Pode vir de muitos lugares. Talvez o melhor jeito de se ter uma idéia seja ler bastante, ver muito filme, assistir gente falando sobre coisas improváveis. Posso ter uma ideia vendo um filme do Tarantino ou lendo uma matéria sobre samambaias na Casa & Jardim.

Um Sofá: Tem algum autor em que se inspira, é fã do trabalho? Se sim, qual ou quais?
Felipe Nunes:  Tenho alguns caras que levo no coração de paixão, que tento não copiar muito pra não ficar na cara mas que adoro sem fim. Hoje em dia, sou apaixonadíssimo pelo trabalho do Frank Miller (Sin City), do Craig Thompson (Retalhos / Habibi) e do Jeff Smith (Bone), por exemplo. Acho incrível a narrativa do Christopher Blain (Isaac, o pirata) e do Jason (Athos in America, The Left Bank Gang) e do Eisner, por exemplo. Do Brasil, sou muito fã do Fábio Moon/ Gabriel Bá, do Gustavo Duarte e de alguns ilustradores como a Mika Takahashi, o Bernardo França, Marcelo Braga... Mas a referência máxima que carrego no coração é o Laerte, que sem dúvida é o maior quadrinista que já pisou nesse mundo.

Então esse é nossa obra da coluna nessa semana, espero que assim como eu, tenha despertado em vocês mais vontade de conhecer a carreira do Felipe Nunes, que está no comecinho. 

Para mais informações, tem o facebook do Felipe, o tumblr, fanpage da obra Klaus e também o site da Balão Editorial, onde podem comprar a obra. 

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