Queridos leitores do Um Sofá. Hoje vamos falar da obra Klaus e seu autor Felipe Nunes, de 19 anos.

Sinopse: O jovem Klaus está em busca a verdade sobre sua vida. Apesar de ter pais atenciosos e exigentes, ele está perdido em um mundo que lhe é estranho. Sente-se diferente de tudo e de todos, e de fato é. Mas não somos todos? Agora, Klaus precisará lidar com os meandros da passagem da adolescência para a vida adulta enquanto descobre que suas diferenças com os outros não são meramente um acaso, mas algo estranhamente oculto que está prestes a se revelar.
Um Sofá: Como surgiu a ideia de fazer quadrinhos?

Um Sofá: Como foi colocar as ideias todas no papel? é difícil?
Felipe Nunes: Olha, demorei bastante tempo pra conseguir entender o que eu estava fazendo com quadrinhos, num geral. Acho que é antes um pensamento do que uma concretização, porque quando se pensar um roteiro de quadrinhos como um roteiro de quadrinhos, e não uma sequência cinematográfica ou uma peça de teatro, tudo fica mais fácil (ao meu ver). O Klaus foi a primeira história que consegui transmitir exatamente como pensei: sequências, enquadramentos, sensações. Antes eu ficava muito perdido pra organizar as milhões de ideias, hahaha.
Um Sofá: Da onde tira sua inspiração?
Felipe Nunes: Putz, a inspiração vem dos lugares mais improváveis de todos. Seja de uma conversa com amigos, uma viagem de ônibus olhando a paisagem, uma chuveirada, uma noite daquelas que a gente não lembra de nada... Pode vir de muitos lugares. Talvez o melhor jeito de se ter uma idéia seja ler bastante, ver muito filme, assistir gente falando sobre coisas improváveis. Posso ter uma ideia vendo um filme do Tarantino ou lendo uma matéria sobre samambaias na Casa & Jardim.
Felipe Nunes: Tenho alguns caras que levo no coração de paixão, que tento não copiar muito pra não ficar na cara mas que adoro sem fim. Hoje em dia, sou apaixonadíssimo pelo trabalho do Frank Miller (Sin City), do Craig Thompson (Retalhos / Habibi) e do Jeff Smith (Bone), por exemplo. Acho incrível a narrativa do Christopher Blain (Isaac, o pirata) e do Jason (Athos in America, The Left Bank Gang) e do Eisner, por exemplo. Do Brasil, sou muito fã do Fábio Moon/ Gabriel Bá, do Gustavo Duarte e de alguns ilustradores como a Mika Takahashi, o Bernardo França, Marcelo Braga... Mas a referência máxima que carrego no coração é o Laerte, que sem dúvida é o maior quadrinista que já pisou nesse mundo.
Então esse é nossa obra da coluna nessa semana, espero que assim como eu, tenha despertado em vocês mais vontade de conhecer a carreira do Felipe Nunes, que está no comecinho.
Para mais informações, tem o facebook do Felipe, o tumblr, fanpage da obra Klaus e também o site da Balão Editorial, onde podem comprar a obra.
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